quinta-feira, 30 de maio de 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Playback enraivecido



1,2,3,4 ....Playback, Acção, Grupo Musical, 3 ou 4 elementos imbuídos pelo espirito delitante, dançarinas automatizadas, apresentadores de índole duvidosa, alegria a rodos, juventude formosa e assepticamente rebelde, 30 minutos de um espectaculo social, fim.

Top of the Tops, o verdadeiro palco de ilusionismo musical, 3 minutos de fama ou de infâmia (ver Exploited), passagem frequente para as bandas e artistas das multinacionais do consumo. Enganam-se aqueles que pensavam que passar pelo ToTP seria um acto de contracção para qualquer banda anti-establishment, ou por miudinhos, criaria repulsa em qualquer banda PUNK. Pelo contrário, muitas foram as bandas do meio Punk a por os pés no palco dos Totp, foram poucas as bandas que recusaram tal dadíva, honra seja feita aos The Clash, que sempre assumiram que nunca fingiriam "tocar" no Totp. No caso dos Clash, houve mesmo uma bronca com a editora da banda, CBS, que à revelia da banda permitiu ao programa TOTP passar um video da banda a tocar ao vivo. E quando não havia videos para passar, havia as bailarinas de serviço, as Legs & Co, que faziam uma performance ao som de uma música, os Clash foram representadas algumas vez pelo corpo de baile do TOTP, exemplo foi o tema "Bankrobber". Para finalizar a relação amor-ódio, entre os Clash e o TOTP, o tema "London Calling", serviu de tema de pano de fundo na apresentação do genérico do primeiro programa de 1980.

Se houve bandas que nunca tocaram no TOTP por livre vontade, outras houve, que não foram "convidadas", exemplo maior, os Sex Pistols, grupo non grato pelo regime, só em 1996 é que se pôde ouvir John Lydon de viva voz, com os temas "Pretty Vacant" e "New York".
 Fazendo rewind, a primeira banda Punk, ou melhor, a primeira banda ligada ao movimento PUNK, a tocar no programa, foram os The Jam, com o tema "In the City", os "não Punks" Eddie Hot Rods já tinham lá estado antes.

 A partir de meados de 1977, começou a ser normal ver bandas Punk a usar o palco do TOTP, The Saints, Buzzcocks, Adverts, Stiff Little Fingers, Sham 69, Generation X, umas com actuações mais irreverentes que outras, para o pódio das melhores prestações ficam a prestação dos Saints com o tema "Perfect Day" e dos Sham 69 com o tema "Hurry up Harry".





No virar da década de 70, surgiram no TOTP, mais bandas Punk a fingir que "tocavam", Uk Subs, Angelic Upstarts, Cockney Rejects. Os Cockney Rejects na sua primeira ida ao TOTP, fizeram das suas, meteram-se com as bailarinas e ainda deram umas pingas nos Mods dos The Lambrettas.

 Mas coube aos Exploited o trofeu dos "mais infames a aparecer no TOTP". Aparição ocorreu com o tema "Dead Cities", em 1981, uma prestação de 1.30, um combinado de poses iradas com petardos. Foram os ingredientes suficientes para uma chuva de chamadas para a BBC de pais preocupados com o futuro dos seus rebentos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mike Read, o dj que teve um pé e meio no Punk.

Mike Read, conhecido locutor/dj de rádio, que passou muito do seu tempo de radialista na Radio One (BBC). Durante o período do Punkismo, Mike Read editou 3 singles, um em nome pessoal, "Are you ready?", powerpop como linha condutora, o single ostenta uma fotografia do próprio à porta do Roxy Club. A segunda pedrada em forma de vinil, foi já sob a chancela de Trainspotters, com o mui aclamado "High Rise", tema que figura em algumas colectaneas Punk/Powerpop. Uma música que teve como base criativa o jingle do próprio programa de rádio do Mike Read. Resultando num tema punk pegajoso, no bom sentido claro, um clássico da fornada de 79 .
No mesmo ano 1979, é editado o 2º e último single dos Trainspotters, "Unfaithfull". Existe um CD que compila tudo o material punk/powerpop onde participa o Mike Read, ora como cantor principal ora como convidado, "70's 80's singles".

A cereja no topo do bolo, é a imagem da capa do suplemento "Sábado popular" de Maio 1981, onde surge o Mike Read acompanhado por duas beldades. A noticia referia que Mike Read tinha dirigido um coro para cantar no estádio de Wembley num encontro de hóquei feminino.


domingo, 12 de maio de 2013

O Alfinete #5 , Já disponível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
Já está à venda o número 5 do "O Alfinete". 1.70€ já com os portes, contacto: rocknoliceu@gmail.com Como o prometido é devido, O Alfinete volta a carga, desta vez envolto em lantejoulas e aspergindo glitter (risos). O presente número, o quinto, apresenta, não sei se pela primeira vez, a discografia Marginal Portuguesa Glam-rock/Junkshop/Proto-Punk, um pequeno apanhado dos singles de bandas estrangeiras lançados em Portugal. Além disso, há uma biografia, senão a mais completa, é uma das mais completas da banda Portuguesa Opinião Pública, um texto sobre o primeiro e único Festival Rock Cascais 1980, uma entrevista a banda inglesa The Stiffs, entrevista aos Portuenses Eskizofrenicos, uma biografia dos algarvios Psycho Tramps, Clockwork Boys, The Heartbreakers "L.a.m.f.", Paralisis Permanente, Punk na Polónia, The Roxy Club, críticas a discos.... contacto: rocknoliceu@gmail.com

terça-feira, 7 de maio de 2013

35 anos volvidos, o Regresso dos Eddie & The Hot Rods a Portugal.

Sim já é oficial, os Eddie & The Hot Rods estão de volta a Portugal, 35 anos depois da primeira e única vez em Portugal. De relembrar que os Eddie Hot Rods são considerados a primeira banda ligada ao movimento Punk a tocar em Portugal, o concerto deu-se no Coliseu dos Recreios em Lisboa, 7 Julho de 1978, com os Aqui d'el Rock a abrirem as hostilidades.
Desta vez os Eddie Hot Rods estarão em Castelo Branco, no festival Bastard Rock, em Setembro.

do álbum "Fish & Chips" 1980

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Uncle Po, "o antes" dos Private Dicks, The Fans, Dexy's Midnight Runners.

Uma super banda antes do tempo, Uncle Po, banda nascida e criada em Bristol, 1976 foi o ano da fundação. Durante dois anos, a banda deu mais de 200 concertos, embora o ponto alto da curta carreira tenha sido a vitória no concurso "Battle of Bands" promovido pela Radio 1(BBC).
O primeiro prémio seria a gravação de um álbum, prémio que viria encolher para um só single, frustradas as expectativas iniciais da gravação de um álbum, a banda acaba por gravar o seu único single,"Use my Friends", título "sugerido" pela BBC, censurando assim o título original que seria "Screw my Friends".

 O single saí em 1978 para o mercado de uma forma quase camuflada, sem involucro (leia-se capa), passando despercebido ao meio discográfico, resultado, as vendas foram muito fracas, tornando o single nos dias de hoje uma raridade. Falando propriamente do single, o tema "Use My Friends", new wave distinta, com uns teclados empertigados, fazendo vir à memória o nome dos The Stranglers, uma comparação que só abona a favor do disco. Lado contrário, temos "15 minutes", a música mais interessante, powerpop com travos à la Squeeze/ Joe Jackson.

Finada a banda, os seus membros espalham-se por outros projectos, Gavin King, forma os Private Dicks (banda entrevista no blog, a ler), Rob Williams(guitarrista) junta-se aos The Fans, e Helen Bevinngton adiciona o seu violino a formação dos Dexy's Midnight Runners.

Mais informações sobre os Uncle Po : http://www.bristolarchiverecords.com/bands/Uncle_Po.html

sábado, 27 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Little Bob Story, a banda do pequeno Bob.

 
A história do rock está cheia de personalidades, umas mais marcantes, outras nem por isso.
 Quando falamos de Pub-rock é inevitável referir os Little Bob Story e o seu front man, Little Bob, um rocker de palmo e meio, que faz jus ao velho ditado, "Os Rockers não se medem aos palmos". A caminhada dos Little Bob Story encetou em Havre, França, em 1974. O seu primeiro arremesso discográfico em formato LP surge em 1976, "High Time", um longa duração marcado pelos ditames do Pub-rock, um disco homogéneo sem falhas para os puristas do rock de Pub. No entanto, durante o ano de 1976, começa-se a sentir os primeiros abalos do terramoto "Punk-rock", abalos de magnitude 7.7 na escala richter. A banda não fica indiferente ao facto, e muda de ares, assinando pela novata "Chiswick Records", e lança no mesmo ano de 1976, um EP de 4 faixas, onde se sente que os blues ficaram encravados no Punk-rock.
A matriz Bluesiana apancalhada manteve-se na elaboração do segundo LP , "Off the Rails", disco com chancela da Chiswick. E para provar que a ligação ao Punk não era uma questão de moda, os Little Bob Story integram o cartaz do segundo festival Punk de Mont-de-Marsan, 1977.
Como sinal de maturidade rockeira, os Little Bob Story editam o seu primeiro álbum ao vivo, em 1978, desta vez sob a linha editorial da multinacional RCA. É um disco que capta ao mais ínfimo pormenor a pujança da banda em palco, tal qual uma lente de um microscópio. 

No mesmo ano sai outro álbum de estúdio, "Come see me", com uma capa em tom erótico tipo cheesecake (lendo assim, até parece um título de uma receita de doçaria). Com um som cada vez mais apurado, os Little Bob Story vão conquistando terreno no mundo do rock, tornando-se numa das maiores bandas de rock Francês.

Mas seria preciso esperar mais dois anos para ver a luz do dia o disco de consagração (na modesta opinião do editor deste modesto blog) dos Little Bob Story, refiro-me ao LP "Light of my Town". Um álbum onde o Punk-rock se esconde em becos, fazendo sobressair temas de rock mais melódico, com influências do early rock n roll ( "Bus Stop" é disso exemplo). O ritmo rockeiro vai-se revezando com baladas, algumas com uma clareza brilhante, exemplo "Golden Jail", a "baladona" do disco e quanto a mim, uma das grandes baladas do Rock. No álbum notam-se alguns embutidos Clashianos como "Switchblade Julie" e "Song for the Blind", o tema forte do lado B, rápido e certeiro, com uma melodia esguia, que nos obriga a ir no seu encalço, o tema mais próximo do punk-rock.


Pode-se pensar que este seria o álbum de "fim de festa", mas não, porque os Little Bob Story voltam à carga com um álbum "Vacant Heart" de 1982, celebrando o regresso da banda à cave do Puro Pub-rock.

O álbum tem temas fortes, como o "She's Mine", uma mistura de Slade com 999, puro punk-rock. A partir daí a carreira da banda foi pautando-se por mais concertos e mais discos, acabando em 1989. Hoje em dia Little Bob continua nas andanças rockeiras, mantendo a sua carreira a solo.
Brindemos ao Rock n Roll !

Nota de rodapé, os Little Bob Story chegaram a ser anunciados em 1983 na tour dos Dr Feelgood em Portugal, acontecimento que não se concretizou.
A nível de discografia, os Little Bob Story lançaram 3 Lp's em Portugal, "Live" 1978, "Light of my Town" 1980 (existem edições promocionais deste disco) e o "Vacant Heart" 1982.

domingo, 21 de abril de 2013

Big Star na tela, Cinema

O Festival cinema Indie Lisboa exibe esta semana o filme "Nothing can hurt me", um filme/documentário sobre a banda Big Star, um dos nomes cimeiros do Powerpop. Primeira exibição será na 4ªfeira dia 24 Abril às 21.45 no cinema S. Jorge.


Trailer: Chris Bell:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

PIL , de regresso a Portugal.


A banda de John Lydon tem dois concertos marcados para Portugal, dia 21 Junho em Lisboa e dia 22 Junho no Porto, Casa da Música.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Clockwork Boys + Cavalaria 77 ao vivo Sábado, dia 13 Abril, Bairro Alto


Este sábado dia 13, há concerto Punk-rock, às 22h00 em ponto tocam os Cavalaria 77 como homenagem ao nosso amigo Zé Litro que faleceu. Cavalaria 77 são um projecto com o vocalista de Clockwork Boys mais amigos do Bairro da Ajuda e ás 22h30 em ponto começa o concerto dos Clockwork Boys.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Kelvin Blacklock , música fora de prazo. 1978



O nome de Kelvin Blacklock de certeza que não é familiar para nenhum conhecedor do Punk/Powerpop. Mas parece que o rapaz até teve curriculo, tocou com o Mick Jones, seu amigo, nos The Deliquents, (pre- London SS), depois juntou-se aos London SS, mas parece que o Kelvin B. não reunia consensos dentro da banda, vai-se lá saber porquê. Após os London SS integrou a banda do Rat Scabies, os White Cats, na qual desempenhava as funções de vocalista. Terminada a aventura Punk, foi altura de por mãos à obra e lançar o single de estreia. o single é lançando segundo a "regra às 3 pancadas", lado A uma cover bafienta dos The Herd, lado B uma balada rococo, composta pelo Midge Ure (safa na podia ter escolhido pior produtor, ahahah). Fazendo um apanhado geral do single, não é Punk(nem uma gramazinha de Punk este single tem). Powerpop tem pouco ou quase nada, um single desfasado do seu tempo, isto em 1978 nem para sopeiras de bigode aparado, um xaropada que podia ter tido outra repercussão se tivesse saído em 1974, e se os lados fossem trocados, balada em primeiro, e a música ritmada "shalala lee" em segundo. Um single que ficava bem na prateleira do Junkshop se tivesse sido editado durante o periodo áureo do Glam-rock. Agora em 1978, o single assenta que nem uma luva na prateleira dos discos falhados.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Número 5 do O Alfinete, em breve nas ruas.


Está para breve a publicação do quinto assalto do "O Alfinete". A próxima edição tem como prato forte o Glam-rock & Associados, leia-se por associados, Proto-Punk, Junkshop e restantes afilhados. Mais novidades serão reveladas em tempo oportuno. De relembrar que ainda estão disponiveis cópias do nº3 e nº4, últimas cópias.

domingo, 10 de março de 2013

The Fence , "to Anita with Love..." 1980

Banda Inglesa ultra obscura, lançaram um só EP (3 temas), 1980, o primeiro tema , é o smash-hit do EP,"Thinking that I souldn't", melodia de primeira com um sintetizador assertivo, perfect!!!!!!!!!!!
No segundo tema "Thru' with You" já temos um powerpop esclarecido, a lembrar a escola da Stiff Records.
O ep foi editado pela BFD Records, a mesma editora dos The Shadowfax.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Good Vibrations, o filme, estreia no final de Março

 
O tão aguardado filme "Good Vibrations" vai estrear no final de Março em Inglaterra.
O filme tem como assunto central a mitica editora Punk "Good Vibrations" e o seu fundador Terri Holey. O trailer deixa água na boca a todos os fãs da cena Punk, e em especial a todos aqueles que gostam da cena Punk da Irlanda do Norte. É esperar que o filme venha a Portugal integrado num daqueles festivais de cinema, é estar atento.

http://www.rte.ie/ten/2013/0308/goodvibrations.html

terça-feira, 5 de março de 2013

Porto Calling - Loja de Discos, 1º aniversário, promoções

A loja de discos Porto Calling, celebra este fim de semana e no próximo, o seu primeiro aniversário, e para abrilhantar a data, há dj's e desconto de 20% nos discos,...... Oh Yeah!!!!!!!!!!!!
Que seja o primeiro de muitos anos, merece uma visita, a loja situa-se na Rua da Conceição 80 - loja 2, Porto.

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Eve of Destruction" as Versões apancalhadas

O tema "Eve of Destruction", original de PF Sloan, foi de alvo de várias versões Punk, na maioria dos casos, o tema mereceu uma boa roupagem (leia-se boa versão), exemplo Red Rockers, Forgotten Rebels, ou a desconhecida Bonnie Parker & The Acme Attractions. Noutros casos as versões não passam da mediania, exemplo a "des"cover dos Dickies ou dos DOA. Ficam alguns videos para ilustrar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Antigo Testamento, entrevista a Rogério Gil.

O regresso do blog às entrevistas exclusivas, entrevista a Rogério Gil, mentor da banda "Antigo Testamento". Banda natural da grande Lisboa, editaram um single "Farto" pela independente RCS, em 1981.



1-  Quem eram os "Antigo Testamento"? Que elementos constituíam a banda?

Rogério Gil - A Banda foi criada por mim, que convenci os restantes elementos a fazermos os “Antigo Testamento”.
A banda era constituída por Rogério  Gil guitarra e Voz, João Baião Guitarra, Quimzé Mateus no baixo e Rui Teixeira  na bateria.

 
2-    Como definiras o som dos "Antigo Testamento"? Quais foram as suas principais influências?

 
RG - Um Som mais perto do Hard Rock e as bandas que nos influenciavam na altura, por ouvirmos muito eram: Deep Purple, Led Zepellin ,Doors, etc. as bandas Hard Rock da altura.

 
3-   Participaram em muitos concertos? Houve algum concerto que tenha marcado de forma especial a banda?

RG - Não tocamos em muitos concertos, apenas uns poucos, tendo em conta os que queríamos dar. Talvez o que nos tenha  dado mais prazer  tenha sido, as duas noites no Rock Rendez Vous e um no palco de Lisboa na festa do avante.

 
4-   Como é que surgiu o contacto para a edição do single "Farto", editado pela RCS em 1981?

RG - Entramos em contacto com a RCS, o dono da editora foi ouvir-nos a num ensaio e acabamos por gravar para a editor RCS.

 
5-   Houve divulgação e promoção ao single? Qual foi a reacção do público?

RG - A divulgação foi quase nula, não porque a RCS não se esforçasse, mas porque os meios de divulgação de musica Portuguesa, apenas divulgavam musica vinda das 3 ou 4 maiores editoras da altura, o que não era o caso da RCS.

Tenho ideia que o single chegou apenas a umas centenas de pessoas, que tropeçavam sem querer por ele, em algumas discotecas (entenda-se, sitio onde se vendiam discos)
Não cheguei a ter uma ideia clara acerca da opinião das pessoas que ouviam o single, apenas conhecia a opinião dos amigos, mas essa embora sempre favorável e positiva…. É suspeita.

6- Nos dois temas do single, nota-se que a banda tinha uma preocupação social. Era essa a temática da maioria das vossas letras? Lembraste de mais títulos de musicas que tenham feito parte do reportório dos Antigo Testamento?

RG - Conheci na altura um amigo ( Luís Rocha) que escrevia letras muito interessantes. De facto falava dos dramas dele, relativamente ao mau estar causado por viver numa sociedade “Podre”, violenta… que o atormentava. Trouxe o que ele escrevia ás musicas que eu fazia e resultou no trabalho dos “Antigo Testamento”.
Quanto aos outros temas, não me lembro dos títulos, mas eram na minha linha musical. São os únicos registos que não tenho da minha historia musical…

7- Depois do lançamento do single, a banda tinha intenção de continuar? Chegaram a pensar editar mais algum disco?

RG - A ideia era Gravar a seguir o álbum, mas as coisas eram tão difíceis que acabámos por ficar desmotivados, por falta de oportunidades. Eu por exemplo, a seguir aos Antigo Testamento, estive 2 anos sem tocar, só depois voltei para não mais parar, aliás penso ser o único musico da banda em actividade.

8- Após os Antigo testamento, integraste outra banda, os Apocalipse, pelo que sei era um projecto ambicioso, o que nos podes contar sobre essa banda?

RG - Assim foi, fui convidado pelo autor (Luís Mascarenhas) desse projecto fantástico, a ser guitarrista na banda, o elemento que ele precisava para montar o Projecto. Conhecemo-nos numa loja de musica em Faro, quando eu queria experimentar um amplificador e uma guitarra que estava com ele e que por lapso pensei ser da loja.
Foi óptimo, porque ao que parece, quando comecei a tocar para experimentar o amplificador e a Gibson SG que era dele, o impressionei bastante, daí ter surgido de imediato o convite. A musica dos Apocalipse era muito exigente em termos de execução e não só e o Luís tinha o projecto parado a há muito tempo, por falta do tal guitarrista. Foi o acaso que nos juntou.

9- Houve mesmo um concerto dos Apocalipse que foi organizado de propósito para o Steve Harris (Iron Maiden) ?

RG - Assim foi, o Steve Harris teve conhecimento, através de um Roadie  Portuguêschamado Manu da Silva dos Iron Maiden que tinha vindo para Portugal cuidar dos negócios do Steve, da existência de uma banda fantástica de Faro (os Apocalipse) e foi na sequencia do interesse dele para nos ouvir em concerto, que foi agendado o super concerto no teatro Lethes, um concerto fantástico, de que ainda hoje se fala.
O problema é que os IronMaiden à ultima da hora tiveram mais uma serie de espectáculos na sequencia de uma tourné, o que o impossibilitou de nos vir ouvir. Curiosidade Ja mãe do Steve Harris assistiu ao concerto, ele é que não.
Depois na sequencia disso e porque o Luís recusou uma série de oportunidades fabulosas entre elas a gravação em Paris do Album, no estúdio onde gravavam os Trust na altura,  a banda acabou por se desmembrar e o Projecto foi por agua abaixo. O ano passado falei com os elementos da banda para nos juntarmos de novo e dar seguimento aos Apocalipse, mas o elemento do costume, acabou por complicar tudo e ficámos no mesmo, ou seja sem concluir o fabuloso projecto “Apocalipse”…

10- Nos dias de hoje continuas ligado à música? Quais são os teus projectos actuais?

RG- Claro que sim, musico até sair deste mundo. Entre muitas coisas que fiz ao longo de todos estes anos, acabei de produzir o EP da banda de Metal Voidust, a ser lançado no dia 2-2-13 em Cascais e este ano editarei o meu FridayNight Project, composto por 10 temas instrumentais originais, numa linha musical diferente, mais próximo do Jazz, onde para alem de ter composto todos os temas, também toco todos os instrumentos gravados por mim no meu estúdio…
Um Projecto musical diferente muito interessante, em que apenas me preocupei com o meu gosto musical no momento em que o criava, longe daquelas tendências parvas do fazer musica porque a editora gosta assim ou assado…. Ao fim destes anos todos afirmo, que a fabulosa musica dos anos 80 e a evolução que daí poderia resultar, foi morta por uma série de gente ligada ás rádios principais deste País e aos responsáveis por musica nas TV´s que não conhecem uma coisa que se chama “Paixão pela musica” e muito menos “Bom gosto musical”, sobretudo pelo que é feito por Portugueses, são tipos que acham que passar umas musiquinhas de gosto muito duvidoso, cantadas numa língua que a maioria dos Portugueses não entende, os faz perceber o que quer que seja de musica, mas não!…..enfim, é o que temos ;).
Quanto a músicos e compositores muito bons em Portugal, sempre tivemos e haveremos de ter… o problema sempre foi e será, as pessoas que estão à frente dos meios de divulgação da musica…

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

The Tranzmitors, as ultimas transmissões do Canadá.

O blog apartou-se dos demais blogs e restantes plataformas, no que respeita a eleições dos melhores de 2012, as razões são várias e plausíveis, pouca coisa interessante se passou em 2012 a nível de edições e de reedições.
Mas nem tudo foi mau, os The Tranzmitors lançaram dois singles, uma lufada de ar fresco, powerpop de excelência, começa a ser impressionante a capacidade desta banda em produzir ''malhões'' de um calibre só audível durante o período 1977-82. Acho que não é preciso dizer, que os The Tranzmitors alcançaram para mim o estatuto da melhor banda de Powerpop da ultima década.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Radio 77 , Punk rock made in Madrid.

Punk rock de qualidade em pleno anos 90, é coisa rara de encontrar, mas em Madrid existiu uma banda, que hoje em dia atingiu o estatuto de banda de culto, que tocavam Punk rock como se estivesse em 1977, essa banda chamava-se Radio 77. A banda tinha nas suas fileiras dois elementos que vinham de outra banda Punk rock, os Snap.
Editaram um ep e dois albuns, ambos os artefactos são raros e muito procurados. O primeiro EP contém 3 temas de um punk-rock bem cadenciado. Donde sobressaem sem dúvida a melodia das guitarras, sem nunca perder o jogo Punk-rock. Em 1995 saí o longa duração, "Terrorismo Juvenil", do qual é extraido o tema "Fe y Gloria", como single de apresentação. Um tema forte, lembra à primeira os Chelsea, punk corrido com coros catchy, além de dois temas originais,  foram adicionadas duas versões, uma dos Clash "Garageland" e outra dos The Who, "Lies". Em 1998 é lançado para as ruas o segundo e ultimo album, "El Sonido de la ciudad". Biografia: http://lafonoteca.net/grupos/radio-77

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Raridade Monstruosa. "Star Rocker's" 1980 cassette

 
O regresso do achados arqueologicos, desta vez, uma cassette de 1980, que inclui os Speeds, com os dois temas do segundo single "She's gonna leave me". E as raridades não se ficam só pelos Speeds, porque a cassete inclui dois temas dos The Quads, temas retirados do single, "There's Never Been A Night"/"Take it" de 1979, single esse que nunca chegou a ser editado em formato vinil em Portugal. As restantes bandas que compoem a cassette são  do campeonato ska two tone, The Gangsters e Wide Boys e os The Chequers, e não Matthias, como está impresso no inlay, confusão derivado ao nome da editora, Matthias Records, tipica lei do menor esforço. De realçar que o single dos The Chequers também nunca foi editado em Portugal, por conseguinte mais um ponto a favor desta cassete. Além da turma do ska, também há lugar as bandas que não eram carne nem peixe, os Garbo (também conhecidos por Garbo Celluloid Heroes) com o seu Punk/glam fora do tempo, e os The Thrillers.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Programa de rádio dedicado ao "O Alfinete", Mundo Subnormal

Sem dúvida o ponto mais alto que o fanzine "O Alfinete" viveu até agora, um programa de rádio todo ele dedicado ao terceiro numero, fico sem adjectivos para classificar este reconhecimento por parte do colectivo da radio "Mundo Subnormal". Só me resta agradecer ao pessoal de Madrid todo o seu interesse que tem dado ao "Alfinete", sem dúvida fora de série.

http://mundosubnormal.blogspot.pt/