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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rebellion 2010 , 3ª Parte - Final


Domingo foi o último dia de Rebellion, um dia em que a ementa era constituída na sua maioria por bandas dos States. Bandas sonantes não faltavam no cartaz, o que muitas vezes não quer dizer que haja qualidade, já tinha seleccionado os concertos a assistir. Logo ao inicio da tarde já andava pelo Reebellion, e numa das voltas pelo recinto, dou de caras com o Lp original dos Slaughter and the Dogs "Do it Dog Style" que se encontrava no chão juntamente com um disco dos GBH e um da Siouxsie.
Claro que não pensei duas vezes, e peguei no disco dos Slaughter, ainda num descargo de consciência perguntei a rapariga da banca mais próxima se os discos eram de alguém, ela disse que os discos estavam no chão desde o inicio da manhã, logo não eram de ninguém. Não podia ter começado melhor o dia, eheheh, é verdade que o disco está bastante usado, mas é um disco obrigatório para qualquer fã de Punk-rock, o disco atinge um preço já para o caro (ronda as 30 libras).


Já com o disco dos Slaughter and the Dogs debaixo do braço foi altura para ver os The Pigs, banda punk 77 de Bristol, editaram em 1977 um EP "Youthanasia", os The Pigs tiveram bem, sempre a esgalhar Punk-rock à la 77.


Como o dia era fraco em concertos, passei parte do tempo nas bancas de vinil/Cd, em negociações que levaram o seu tempo, consegui trazer alguns discos que são bastante raros, caso do primeiro EP dos Undertones- "Teenage Kicks", edição original da Good Vibrations, Long Tall Shorty - "By your Love", disco quase impossível de encontrar, produzido pelo Jimmy Pursey, mais o single dos Maniacs - "Chelsea 77".



Mas a azafama dos concertos não parava, foi altura para ir ver os The Skunks, o concerto que teve menos pessoas a assistir, estavam para ai 20 pessoas a ver e ouvir os Skunks. Mas algo que não intimidou a banda, antes pelo contrário, os The Skunks deram um bom concerto, Punk/Powerpop de categoria. O primeiro tema tocado pelos Skunks foi "Take it or leave it", continuando na mesma toada Punk-Pop, os The Skunks acabam com a música "Heart Attack".



Não havia tempo a perder, noutra sala iriam tocar outra banda punk 77, Bleach Boys, autores de um dos singles mais cobiçados, "Chloroform".
Um concerto cheio de "power", punk rock in your face, vocalista esteve sempre a tentar puxar pelo público.

Outros veteranos do punk 77 inglês que tocaram no domingo, foram os London, que contam com dois membros originais, Riff Regan (vocalista) e Steve Voice (baixo). O concerto dos London foi o momento alto do dia, proporcionaram ao muito pessoal que estava na assistência, uma viagem gratuita ao ano de 1977, começaram a jornada com "No Time", sem mais delongas, os London lançam-se num corrupio de clássicos, "Animal Games", "Siouxsie Sue", o já carismatico "Friday on my Mind" (original dos Easybeats).
Mas o ponto máximo foi com "Everyone's a Winner", para depois acabarem com "Speed Speed". Nota, mesmo no final ainda estavam os London a actuar, já as "estrelas" dos 7 Seconds já preparavam o seu sound check, não respeitando os horários e mostrando uma falta de respeito, teve de ir lá uma santa alma dizer aos "Sete segundos" para pararem de tocar.



Concluido o concerto dos London, já pouco havia para ver, isto é, concertos que pudessem agradar-me, foi altura para examinar outra vez a lista de concertos, e notei que ainda iriam tocar os Criminal Class, banda a puxar mais para Oi!. Os Criminal Class deram um concerto razoável, algumas malhas ainda com o cheirinho "Legion 82", tocaram o tema mais badalado do reportório, o "Blood on Streets"(musica que gravaram para o album "Strength Thru Oi!").
Antes de despedir-me do Rebellion ainda fui dar uma vista de olhos no concerto dos Bad Religion, acho que nem cheguei a ouvir uma música completa (ehehehe), fui-me embora, não sem antes espreitar o concerto dos Subhumans, estes ainda vi 2 músicas, mas o cansanço era muito.
Nota final em relação ao festival, valeu o tempo despendido e o dinheiro gasto, de uma assentada vi muitas bandas que eu curto, bandas que dificilmente volto a ver em Portugal.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Rebellion 2010 , Reportagem - Parte 2


Continuando o relato sobre as incidências no Rebellion, o sábado foi um dia em cheio, tal era o numero de bandas de referencia que iriam tocar nesse dia. Logo a tardinha havia os Red Alert banda Oi! de Sunderland, foi um concerto que nao aqueceu nem arrefeceu, a banda só tinha como membro original o vocalista Steve 'Cast Iron' Smith, o resto era tudo malta nova, primeira malha foi o "Take no Prisoner", mas o publico não esteve muito animado, passado algumas musicas aparece o tema clássico "In Britain", para no final tocarem "SPG".


Acabado o concerto foi altura para acelerar o passo para ir ao encontro de Nick Cash (999) que estava a ter uma actuação a solo no pub do Rebellion, quando chego já Nick Cash estava a fechar a loja. Foi tempo para pedir um autografo e dar duas de conversa com Nick Cash, ele lembrava-se perfeitamente das 3 idas a Portugal, não se esqueceu de Cascais eheheh e referiu que a razão por detrás do cancelamento do primeiro concerto em Cascais com os Stranglers esteve na falta de capacidade eléctrica do pavilhão.


Acabada a conversa, era tempo de voltar a sala "Arena" para ver uma das bandas mais carismáticas de Belfast, os The Defects, o publico já agitou-se ao som punk dos Defects, para isso contribuíram muito as malhas do album "Defective Breakdown" de 1982, iniciaram o concerto com "Dance", seguiram-se as malhas "Brutality","Killer on Streets", "Survival".
Ante
s de finalizarem a sua actuação, os Defects tocaram a "Jeanie Jones" dos Clash, escusado dizer que foi o delírio para grande parte do pessoal que estava a assistir, depois foi tempo de "massacrar" como a soberba musica "Defective Breakdown".


Finalizado o bom concerto dos The Defects, a festa continuou com os 999, com uma excelente moldura humana a assistir, os 999 agarraram o publico desde a primeira musica ate a ultima. A banda conta com 3 membros da formação original, Nick Cash (voz,guitarra), Guy Davis (guitarra) e Pablo Labritain(bateria) , no baixo estava Arturo (Lurkers). Os 999 arrancaram com "Inside Out", partir dai foi um desenrolar de musicas que fazem parte da historia do Punk, "Emergency", "Nasty Nasty", "Homicide", para o fim ficou o primeiro single dos 999 "I'm alive".



Gostava de realçar que nos corredores do espaço onde realiza-se o festival, o "Winter Gardens", decorria uma feira de discos/cd's/roupa, também havia bancas das bandas que participaram no festival, e foi numa dessas bancas que encontrei o TV Smith (ex. Adverts), ao principio nem o reconheci, só quando vi um punk com o seu filho a pedir ao TV Smith para tirar uma foto, é que apercebi-me que estava perante com o vocalista dos míticos The Adverts. Claro que pus logo conversa, o Tv Smith ainda assinou-me o disco "Cast of Thousands".



Depois fiz uma pausa para ir a guest-house (esta guest-house dava um bom post humorístico) onde estava instalado. Voltando ao Rebellion dou de caras com uma banda que nunca cativou-me, mas que teve um começo de concerto como uma intensidade de fazer inveja a muitas bandas que tocaram no Rebellion, falo dos The Penetration, a malha de abertura foi "Stone Heroes", logo a seguir "Life's a Gamble", de uma assentada as duas melhores malhas dos Penetration. Foram-se sucedendo as musicas, destaco a cover dos Buzzcocks "Nostalgia" e um dos hits dos Penetration "Don't Dictate".

Após o final do bom concerto dos Penetration, fui dar uma vista de olhos nos Vice Squad, embora nao depositasse muita esperança em ver um bom concerto por parte dos Vice Squad, cedo entendi que fiz mal em apostar no concerto dos Vice Squad.O que dizer de uma banda que consegue assassinar as suas melhores musicas? pouca coisa, vi 5 musicas e dei a sola, bastou-me ouvir a musica "Latex Love" completamente "desfigurada" em relaçao ao original, para perceber que o concerto dos Vice Squad era perda de tempo.



O que tem de bom um festival com esta dimensão é que a seguir a um mau concerto vem um bom concerto, e foi o que acabou por acontecer, os responsáveis pelo bom concerto foram os The Stiffs, praticantes de um punk-rock classico com uns toques de powerpop. Nao estava muito pessoal a assistir, talvez por esse motivo houve uma boa empatia entre a banda e o publico. Os Stiffs tocaram os seus hinos "Innocent Bystander", "Volume Control","Inside Out", embora o momento alto foi com "Goodbye my Love"(orignal dos GlitterBand), com o publico a entoar em voz alta o refrão.

A seguir veio o prato principal da noite, Slaughter and the Dogs, um dos melhores concertos que eu assisti em todo o festival, um concerto com uma energia estonteante, que contagiou toda a sala. Os Slaughter lançaram-se às feras com o magistral "Boston Babies", o alinhamento do concerto baseiou-se em quase tudo de bom que os Slaughter gravaram, "Where have all the boot boys gone","Cranked up really high", "Situations", "I'm mad" e "Johnny T.". A linha da frente do concerto estava em plena agitação com o constante arremesso de "bombas" por parte dos Slaughter, ate houve uma cena de pugilato (a única cena de violência que eu presenciei em todo o festival).


A ultima banda da noite eram os New York Dolls, com sala cheia para assistir aos dinossauros do rock n'roll, o começo prometia, "Looking for a Kiss", mas com o desenrolar do concerto, com muitas pausas, conversas de chacha e muito atitude de estrelas, a sala esvaziou-se num apíce, para metade. Parecia que os Ny Dolls nao conseguiam dar a volta ao jogo, nem a malha "Trash" conseguiu empolgar o publico, ainda tentaram segurar o concerto com um dos seus trunfos "Personality Crisis" mas já era tarde. Um concerto pouco feliz.

....continua


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rebellion 2010, Reportagem, Parte- 1



E´´ consensual dizer que o Festival Rebellion e´´ o maior evento relacionado com o movimento Punk Oi! na Europa, já com 14 anos seguidos de festival, primeiro sob a denominacao de Holydays in Sun depois Wasted e agora Rebellion.

Este ano, para nao variar esperava-se 4 dias intensos de Punk/Oi!/Ska/Rockabilly/HC em Blackpool, e foi o que acabou por acontecer, se o prato principal era o Punk e todas as suas subcategorias(Punk 77,Punk-HC, Anarcho-Punk, Crust..), os adeptos do Oi! também tiveram direito a ter no cartaz bandas carismáticas. Como seria de esperar o primeiro dia foi o mais "calmo" dos 4 dias, mesmo assim pisaram o palco nomes conhecidos, Lurkers, Section 5, Blitzkrieg e os Menace.
Só vi o concerto dos últimos, Menace, reduzidos a um power-trio, conseguiram incendiar o muito publico que assistiu ao concerto(a maior enchente que eu vi naquela sala de concertos, o festival estava dividido em 6 salas). A prestação dos Menace baseou-se essencialmente no material vintage Punk 77, "I'm civilised", "Screwed Up" e para o final "GLC", "Last Years Youth" duas malhas que levaram ao rubro a sala, com pessoal a subir ao palco para juntar-se aos coros.

No primeiro dia assisti apenas ao concerto dos Menace e posso dizer que bastou para regalar os ouvidos, abdiquei de ver os Lurkers, já os tinha visto no Pinhal Novo em 2006.


Seguiu-se 6ªfeira com uma cartaz já cheio de trunfos, foi um dos melhores dias juntamente com o dia de sábado. Um dos concertos que mais ansiava ver era o da Hazel O'connor, sou fã do filme "Breaking Glass" e da sua banda sonora, tudo musica da autoria de Hazel O'connor, uma verdadeira senhora da New-Wave.


Notava-se uma certa ansiedade por parte do publico para ver o concerto de Hazel O'connor, e mal entra em palco a festa começa, Hazel sabia ao que ia por isso todo o alinhamento foi composto na integra pelas musicas do disco "Breaking Glass". O concerto foi um autentico balsamo para os ouvidos, com new wave de primeira foi facil o entendimento entre Hazel e o publico, momentos altos,"Hangin around"(cover dos Stranglers, a única musica que não faz parte do album"Breaking Glass"), "Black man", "Writting on wall" e claro para o fim "Eight Day".




Antes da actuaçao de Hazel O'connor, vi o concerto dos Klasse Kriminale, um concerto agradável para o inicio de tarde, uma actuação mais próxima ao punk-rock do que ao Oi!, no final do concerto os KK executaram na perfeição o hino intemporal "If Kids are United", original dos mestres "Sham 69".




Continuando, depois da Hazel O'connor, seguiram-se os Chelsea, outro concerto que tinha marcado como essencial, e não me enganei, Gene Octobre continua na mesma ,parece que esteve em formol estes anos todos(eheheh), um dos grandes front-mans do Punk-rock, sem tento na língua, mandou bocas aos técnicos de som dizendo "que os Chelsea mereciam o mesmo respeito que os Cockney Rejects".


Um concerto que teve como unico senao os parcos 30 minutos, para uma banda como os Chelsea, sabe a pouco 30 minutos, faltaram muitos classicos. A primeira malha foi "Your Toy" para logo a seguir explodir "Twelve Men" (para mim um dos pontos maximos da discografia dos Chelsea), "All the Downs" e no final "Urban Kid".
Acabado o concerto dos veteranos de 1977 foi tempo para correr e ir ver na outra sala o concerto de outros veteranos da cena punk 77, os Rezillos, mal chego a sala ja o concerto tinha começado, apanho no ar a musica "Top of the Pops". Mas cedo deu para entender que este seria uma dos piores concertos que presenciei no Rebellion, tudo por causa do pessimo som que era exalado do palco, vi mais 4 musicas e abalei da sala para fazer uma pausa.




Porque logo a seguir havia Stiff Little Fingers, o que dizer desta banda do Ulster, simples os SLF sao uma instituiçao do Punk-rock, uma banda que merece o respeito de todos aqueles que gostam de punk-rock. Antes do concerto começar, notava-se que nao iria ser apenas mais um concerto para preencher calendario, mas sim uma confranternizaçao punk-rock. Os SLF entram em cena com "Wated Life", no meio houve uma cover dos Specials "Doesn't Make it alright" (muito bem escolhida esta malha), para depois os SLF e toda a sala homenagearem Joe Strummer com a musica "Strummerville". Para o final estavam reservadas as guloseimas, "Suspect Device" e "Alternative Ulster", senao bastasse os SLF voltaram ao palco para um encore.


Mas a noite de 6ªfeira na acabava no concerto dos SLF, ainda havia Cockney Rejects, outro concerto que ja tinha em mente assistir, o concerto nao foi aquilo que esperava, porque falando de Cockney Rejects a fasquia e´´ mais alta, para mim a melhor banda de Oi! (embora na minha opiniao os CR sao mais uma banda de punk-rock do que de Oi!). Os Cockney Rejects desenvolveram bem o seu som, mais musculado e menos punk-rock, Jeff Turner com boa presença em palco sempre com tiques de pugilista (reflexos do passado de pugilista).



Os Cockney Rejects agarraram a audiencia com malhas "we are the firm", "war on the terraces", "Power & Glory", o inevitavel "Bad Man". Antes de dar inicio ``a musica "friends", Jeff Turner dedica a musica ao Joe Strummer.
Os Cockney Rejects concluem o concerto com "Police Car" e "Oi!Oi!Oi!".