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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Memorabilia rara.

 Os Stranglers foram as "cobaias" da industria musical Portuguesa no que refere às edições "Punk" em Portugal, a banda mereceu a confiança do mercado, cabendo-lhes a façanha de serem os primeiros no que toca aos singles, com o "Grip", e aos  LP's, com o "Rattus Norvegicus", editados em solo Português. Um marco histórico foi a entrada logo na primeira semana no Top de discos da revista Tele-Semana em Dezembro de 1977 (não sei se com ou sem suborno, ahahah), fica a foto como prova. Neste mesmo post, também há lugar ao Pub-rock sob égide da revista inglesa "Current", edição de 1979. Curioso o glossário que publicam sobre os termos rockeiros, ficou a faltar o termo "Powerpop", não quero acreditar que o jornalista da "Current" considerasse o Powerpop como o parente pobre do universo musical Inglês em 1979, um lapso quero eu acreditar.



terça-feira, 23 de abril de 2013

Little Bob Story, a banda do pequeno Bob.

 
A história do rock está cheia de personalidades, umas mais marcantes, outras nem por isso.
 Quando falamos de Pub-rock é inevitável referir os Little Bob Story e o seu front man, Little Bob, um rocker de palmo e meio, que faz jus ao velho ditado, "Os Rockers não se medem aos palmos". A caminhada dos Little Bob Story encetou em Havre, França, em 1974. O seu primeiro arremesso discográfico em formato LP surge em 1976, "High Time", um longa duração marcado pelos ditames do Pub-rock, um disco homogéneo sem falhas para os puristas do rock de Pub. No entanto, durante o ano de 1976, começa-se a sentir os primeiros abalos do terramoto "Punk-rock", abalos de magnitude 7.7 na escala richter. A banda não fica indiferente ao facto, e muda de ares, assinando pela novata "Chiswick Records", e lança no mesmo ano de 1976, um EP de 4 faixas, onde se sente que os blues ficaram encravados no Punk-rock.
A matriz Bluesiana apancalhada manteve-se na elaboração do segundo LP , "Off the Rails", disco com chancela da Chiswick. E para provar que a ligação ao Punk não era uma questão de moda, os Little Bob Story integram o cartaz do segundo festival Punk de Mont-de-Marsan, 1977.
Como sinal de maturidade rockeira, os Little Bob Story editam o seu primeiro álbum ao vivo, em 1978, desta vez sob a linha editorial da multinacional RCA. É um disco que capta ao mais ínfimo pormenor a pujança da banda em palco, tal qual uma lente de um microscópio. 

No mesmo ano sai outro álbum de estúdio, "Come see me", com uma capa em tom erótico tipo cheesecake (lendo assim, até parece um título de uma receita de doçaria). Com um som cada vez mais apurado, os Little Bob Story vão conquistando terreno no mundo do rock, tornando-se numa das maiores bandas de rock Francês.

Mas seria preciso esperar mais dois anos para ver a luz do dia o disco de consagração (na modesta opinião do editor deste modesto blog) dos Little Bob Story, refiro-me ao LP "Light of my Town". Um álbum onde o Punk-rock se esconde em becos, fazendo sobressair temas de rock mais melódico, com influências do early rock n roll ( "Bus Stop" é disso exemplo). O ritmo rockeiro vai-se revezando com baladas, algumas com uma clareza brilhante, exemplo "Golden Jail", a "baladona" do disco e quanto a mim, uma das grandes baladas do Rock. No álbum notam-se alguns embutidos Clashianos como "Switchblade Julie" e "Song for the Blind", o tema forte do lado B, rápido e certeiro, com uma melodia esguia, que nos obriga a ir no seu encalço, o tema mais próximo do punk-rock.


Pode-se pensar que este seria o álbum de "fim de festa", mas não, porque os Little Bob Story voltam à carga com um álbum "Vacant Heart" de 1982, celebrando o regresso da banda à cave do Puro Pub-rock.

O álbum tem temas fortes, como o "She's Mine", uma mistura de Slade com 999, puro punk-rock. A partir daí a carreira da banda foi pautando-se por mais concertos e mais discos, acabando em 1989. Hoje em dia Little Bob continua nas andanças rockeiras, mantendo a sua carreira a solo.
Brindemos ao Rock n Roll !

Nota de rodapé, os Little Bob Story chegaram a ser anunciados em 1983 na tour dos Dr Feelgood em Portugal, acontecimento que não se concretizou.
A nível de discografia, os Little Bob Story lançaram 3 Lp's em Portugal, "Live" 1978, "Light of my Town" 1980 (existem edições promocionais deste disco) e o "Vacant Heart" 1982.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dr. Feelgood, de regresso aos Pubs Portugueses



A notícia já foi veiculada na imprensa, os Dr Feelgood estão de regresso a Portugal, passados 8 anos da última visita, a Benquerença. Os Dr Feelgood foram um daquelas bandas do que cairam no goto dos Portugueses, com muitos discos editados e vendidos, com duas passagens por Portugal, uma em 18 de Agosto de 1979 e outra 25 de Agosto de 1980, em suma, os Dr Feelgood apareceram sempre em Portugal durante o periodo estival, pub-rock é sinonimo de bom tempo.

A banda nos dias de hoje, por estranho que pareça, não tem nenhum membro da fase inicial, é tudo pessoal já de formações mais tardias dos Dr Feelgood. De lembrar que o carismático, Lee Brilleaux, faleceu em 1994, no mesmo dia que morreu Kurt Cobain.

A já me esquecia, o concerto é dia 24 de Abril, no St Alquimista, o preço é que não ajudam, 20 €.

domingo, 1 de abril de 2012

Discoberta: TVA - You'll walk with me, 1981

Quem foram os TVA? não sei responder, as únicas referências que sei, o baterista era o George Castro (ex. The Warm), o single é de 1981, foi gravado em Paris e editado pela Warm Records, o lado A é uma balada de fazer chorar as pedras da calçada, o lado B é pub-rock com um fiozinho de punk.
Formação dos TVA:
Joanne Bennett (voz), George Castro(bateria), Martin Heskes(guitarra), Steve Rushton (baixo).

"Take a Plane"

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lew Lewis, o homem da harmonica.





Para saber um pouco sobre o Pub-rock em Inglaterra, o ideal é ir a um Pub da zona de Southend (sul de Londres) e perguntar pelo Mickey Jupp, pelos Eddie Hot Rods, Kursaal Flyers ou por uns tais de Dr Feelgood.


E quem é o Lew Lewis? um músico que tinha grande afeição ao rythm-blues e à harmonica, instrumento pelo qual ficou conhecido, em 1975 foi convidado pelos Eddie Hot Rods para tocar harmonica, mas foi sol de pouca dura, pois em 1976 foi despedido das suas funções.



Esse pequeno revés apenas acicatou Lew Lewis para seguir o seu o caminho, e no mesmo ano 1976, edita o seu primeiro single "Boogie on the Street", single que tinha a chancela da novata Stiff Records. 1977 edita mais um single, 1978 edita um sete polegada "Lucky Seven", tema que popularizou Lew Lewis, granjeando-lhe um certo estatuto dentro do Pub-rock.



A música "Lucky Seven" foi um dos motivos para a saída de Wilko Johnson dos Dr Feelgood, tudo porque Wilko não queria que os Dr Feelgood gravassem uma cover do original de Lew Lewis.





Com as atenções viradas para Lew Lewis, este teve de retribuir com mais um single, desta feita, "Win or Lose" tema inédito dos Status Quo, uma música que começa a fugir um pouco aos parametros do Pub-rock, com um refrão mais pegado ao powerpop, mas mantendo o feeling do pub-rock.

"Wait" + "Win or Lose"


No ano seguinte, 1979 Lew Lewis estreia-se em 33 rotações(leia-se Long-play) com o "Save the Wail", um disco composto na sua maioria, por covers, existindo também alguns originais do próprio Lew Lewis.


Depois de editado o album, a carreira a solo de Lew Lewis foi perdendo o fulgor, contudo Lew Lewis continuava a ser convidado a participar em gravações de discos de outras bandas.

Em 1987 ouve-se falar de Lew Lewis na imprensa, mas pelas piores razões, o caso não era para menos, Lew Lewis era acusado de ter assaltado um posto dos correios com uma falsa pistola, parece isolito, mas resultou numa pena de prisão de 7 anos.

Em jeito de nota, há duas edições Portuguesas de discos do Lew Lewis, o Lp "Save the Wail" (este disco marcou a estreia do então "novo" logotipo da Stiff Records) e a edição única, em Maxi-single(o que era raro no final dos anos 70 em Portugal), que continha dois singles "Lucky Seven" e o "Win or Lose" e respectivos lados b's.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O antes do Punk, Pub-rock e afins







A publicação de hoje é uma pequena retrospectiva das edições em Portugal de bandas cujo seu domínio andava muito pelo Pub-rock. O pub-rock é por muitos considerado uma das alavancas para o surgimento do Punk-rock.


Portugal criou um certo fervor em volta do pub-rock, com concertos de bandas estrangeiras, os Dr. Feelgood chegaram a vir 2 vezes(os DF chegaram a dizer numa entrevista, que tiveram algum receio em vir tocar a Portugal devido a possíveis desacatos), os Blues Band uma vez, os Pirates com um concerto caótico onde a primeira parte esteve a cargo de Jorge Palma(JP sofreu nesse concerto, o arremesso de todo tipo de objectos, incluso sacos com urina), Wilko Johnson 2 vezes a solo e uma a acompanhar o Ian Dury.
Também houve agitação local com os Go Graal Blues Band, o maior nome do pub-rock português, outras bandas tentaram seguir o rasto dos GGBB, os Tânger, que editaram um único single que resultou num fracasso de vendas, Sui Generis editaram um único single e uma cassette-album em 1982, só para dar uns exemplos.


A nível de discos(Lp e singles) editados em Portugal, houve muito pub-rock e para todos os gostos, para isso ajudou a distribuição de editoras como a Stiff Records, Chiswick, Sonet, em Portugal.
Algumas das bandas que foram editadas, Dr Feelgood, Little Bob Story(França), Blues Band, Wilkon Johnson & The Solid Senders, Nine Below Zero, Chris Spedding, Fabulous Poodles, Herman Brood his Wild Romance(Holanda), Ducks Deluxe, Bijou(França), Mickey Jupp, Sniff'n Tears, Kursaal Flyers, colectanea Southend Rock.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tânger - Zé, Zé Ninguém 1982, Pub-rock em hora de ponta



Tânger , uma banda oriunda da cidade de Amadora, conseguiram editar um single em 1982 pela Rotação , por sinal foi um fiasco de vendas. O single resume-se em poucas palavras , pub-rock como espinhal dorsal na composição das músicas , com destaque para o lado A , com um refrão com o power do powerpop , um bom registo para quem goste da mistura pub-rock powerpop. Curiosidade , o single foi produzido pelo António Sérgio (que também era um dos responsáveis pela editora Rotação).

Nota: um possível comentário anónimo ...."ó Merton, isto é com cada cozinhado, Pub-rock com Powerpop , PowerPop com lentilhas , Pub-rock com ervilhas ....para quando PowerPop com disco-sound? "

Tânger - Zé,Zé Ninguém




terça-feira, 10 de março de 2009

Discobertas , "Southend Rock" , colectânea Pub-rock Punk Mod



Hoje dá-se o descerramento da Lapide de uma nova secção do blog , "Discobertas" , tal como o nome indica , é uma secção destina a relatar as últimas descobertas do universo dos discos de vinil. Estas descobertas resumem-se só às edições comercializadas mercado nacional nas últimas décadas. E para inauguração nada melhor que uma colectânea do ano de 1979.

Disco de 33 rotações , "Southend Rock" , era uma amostra do que se fazia em Southend , uma cidade costeira de Inglaterra.

Era uma cidade com boa agitação rockeira , que ia desde o pub-rock mais purista , até ao mod revival , passando pelo punk.


Esta colectânea dá um lamiré do que se passava em Southend , a primeira banda a abrir o cardápio , são os Dean0's Marvel , como uma excelente cover , da mui celebre musica "Tears of a clow" , num registo mais acelerado do que uns Merton Parkas (estes mesmo também fizeram uma cover da mesma música). A seguir vem os The Jukes , uma banda garage punk.

No disco também aparecem uns tais The Vicars (mais tarde dariam origem aos Innocent Vicars , banda bastante procurada pelos coleccionadores de discos punk) , com um tema de puro punk rock. De seguida há lugar a um pré-mod revival com os Idiot (mais tarde dariam origem a uma banda de mod revival os Speedball , autores de um excelente single "No Survivors").

E a cereja em cima do bolo são os The Aliens , punk rock do melhor , merecia sem dúvida figurar em algum Killed by Death ou num England Belongs to me.


No lado B do LP , vem a desilusão , todas as musicas não destoam do estilo pub rock blues , sem nenhum momento de evidente exaltação , com bandas como os , Kursaal Flyers (mais tarde Records) , Mickey Jupp (nome da Stiff Records) , Hogshead.


Em jeito de curiosidade , os Sta-Prest (banda mod revival que teve um single editado em Portugal) também eram da zona de Southend.


Para saber mais sobre as bandas de Southend , a que consultar o excelente site : http://www.southendpunk.com/html/soutpunk.htm

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Go Graal Blues Band - Touch me Now , 1981 , Punk R&B

Go Graal Blues band - Touch me Now / Lay Down , 7" , 1981 , RCS , Pub-rock Punk
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O único single de sucesso da editora RCS , single um pouco surpreendente , em que o pub rock se confunde com o punk rock nas duas faces do single. Se o tema que dá titulo ao single , começa num tom de balada , com a voz rouca de Gonzo a dar um tom rude a uma balada que deveria ser tudo menos agressiva , à voz crua de Gonzo junta-se a guitarra frenética de Allain nuns soberbos dois minutos onde a guitarra atinge todos máximos de velocidade admitidos pelos códigos do Pub-rock. No lado B do single , Lay Down , nem permite pensar duas vezes , isto é mesmo Dr Feelgood apunkalhado , ou melhor , uns Eddie Hot Rods de Lisboa e arredores.