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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Boredom City Radio - 3º Round - Duelo de Titãs

Já disponível o novo programa Boredom City Radio, 42 minutos de raridades do universo New Wave/Rock Tuga/Powerpop/Punk/NWOBHM ,














https://www.mixcloud.com/BoredomCity/duelo-de-titãs-3o-round-boredom-city/





domingo, 10 de dezembro de 2017

Cartaz do polémico "não" concerto dos Stranglers, Julho 1978

Mais uma peça histórica da memorabilia relacionada com o rock em Portugal, desta vez é o cartaz daquele que era para ter sido o segundo concerto de uma banda New Wave em Portugal. Na semana antecedente tinham tocado os Eddie Hot Rods (Pub-rock / New Wave), esses conseguiram com maior ou menor esforça espalhar a sua arte em dois dias seguidos no Coliseu de Lisboa. No caso dos Stranglers que vinham acompanhados pelos 999, banda de suporte de toda a tour Europeia, o concerto de Cascais seria o última da tour de promoção do álbum "Black & White". Mas quiserem os deuses ou outros suspeitos que o concerto não fosse avante. Foram avançadas várias razões, mas não é isso que interessa nesta publicação senão a imagem do cartaz.



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Paul Collins (The Beat / he Nerves) ao vivo 29 junho - Lisboa

Como já é do conhecimento de alguns, a promotora Zer0 Ambiti0n vai promover e organizar o concerto do músico Americano, Paul Collins. Nome sobejamente conhecido dentro da New Wave e do Powerpop. Músico que têm no currículo bandas como os The Nerves (os mesmos do "Hanging on the Telephone"), os The Beat (autores de hits, como "Rock n Roll Girl" ou "All Over World"). Para além do vasto passado de rock n roll, Paul Collins ultimamente tem enveredado por uma carreira a solo. Desta vez vem a solo sem banda, para pisar pela primeira vez o palco em Lisboa, e a sala da estreia do Paul Collins vai ser o Popular Alvalade.
O concerto é no dia 29 de Junho (5ªfeira), Popular Alvalade, 22h , 7€ (preço bilhete), Rua António Patrício 11B, 1700-047 Lisboa

Estão todos convidados para presenciar um concerto único de puro rock n roll, abram alas para o King of Powerpop.

https://www.facebook.com/events/1752641818084729


segunda-feira, 20 de março de 2017

Recordar é Sobreviver: Johnny Warman em Portugal

Após uma pesquisa exaustiva a um molho de revistas do inicio dos anos 80, deparo-me com uma entrevista a Johnny Warman, conhecia os discos de os ver nas feiras a preços módicos. Ao ler a entrevista, fiquei a saber que Johnny Warman era o músico por detrás do grupo 00.3 Minutes, banda que lançou um bom single "Autmatic Kids" em 1980 pela Rocket.

Single que oscilavam entre uma new wave cósmica e um powerpop preciso e eficaz. Johnny Warman já vinham de um album a solo, "Hour Glass" editado em 1979, onde a sonoridade não fugia muito aquilo que os 00.3 tinham posto em vinil. Os 00.3 acabam como começaram, num ápice. No entanto durante o pouco tempo de existência os 00.3 minutes, empreenderam uma tour com os Vapors e tocaram ainda uns quantos concertos com os XTC, tudo bandas que já tinham o seu pedestal garantido. Finada a aventura dos 00.3 Minutes, Johnny Warman segue a sua vida e lança em 1981 o seu disco mais pomposo, "Walking into Mirrors".

 Um disco conceptual onde os sintetizadores e respectiva electrónica emanada, serviram de paradigma para uma Pop que se queria moderna e fantasista. O disco conta com o backing vocals do Peter Gabriel no tema "Screaming Jets", um dos temas de proa do disco. Outo tema forte do LP tem curiosamente o título "3 minutes", um tema forte onde impera um powerpop com sentido e orientação, reminiscência da antiga banda, conquanto o mesmo não tenha sido composto na altura dos 00.3 Minutes.

  Durante a promoção ao "Waking into the Mirrors", Johnny Warman fez uma digressão promoção ao disco, promoção essa feita em programas de TV em vários países, Espanha, Suécia entre outros.
Portugal também fez parte dessa rota de promoção. Johnny tocou no programa de variedades, "Festa é Festa" em Janeiro de 1982 perante uma multidão de pessoas atentas e sequiosas. No final da sua actuação no programa, o carro onde seguia Johnny Warman foi inundado por uma imensidão de pessoas que queriam ver o artista mais de perto. Johnny Warman voltaria uns meses mais tarde a Portugal para tocar no Algarve na discoteca "Kiss", mas isso já são contas de outro rosário.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O Rock Português encartuchado em 8 pistas.

Para muitos é um formato da idade da pedra, muito associado à musica móvel (leia-se auto-rádio), para outros é como se nunca tivesse existido. Falo do cartucho ou cassete de 8 pistas, artefacto que proliferou em mercados/feiras por todo esse Portugal. Com advento da cassete áudio o cartucho ficou-se por uma presença meramente residual.


Não é preciso ser doutorado em copyrights para topar logo à primeira que a larga maioria dos cartuchos que eram postos nas feiras e lojas eram de fabrico caseiro (vulgo bootleg).


O cartucho português era um género de enchido, onde cambiam os maiores hits da pista de dança, os erros ortográficos eram o que se pode dizer o verdadeiro carimbo da autoridade tributária-degda.


 Para ilustrar este texto foram exumados dois corpos inertes  em formato cartucho, um com a foto dos GNR a servir engodo, outro uma foto montagem com o titulo "Êxitos Rock", não passa de mais uma bela salada russa com bom rock tuga misturado com a new wave insossa dos Fischer Z ou dos The Fools.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Toy e a New Wave.


Poucos conhecem-no por António Ferrão, mas por Toy, a maioria dos autóctones já o reconhece como um dos representantes máximos da música ligeira ou brejeira. Toy e António Ferrão são a mesma pessoa, mas antes de ser Toy, António Ferrão teve uma incursão pela música Germânica com a banda Prestige. A aventura resultou num single  bilingue, Berlin (na língua de Goethe) e Mini Saia, em Português para alemão ouvir. O disco não vem datado, mas tudo aponta para o inicio dos 80's, as apostas vão para o ano de 1982 ou 83 (no máximo).


Posto o disco a correr, somos presenteados com o tema, "Berlin", música engraçada na linha de Pub-rock com incrustados New Wave. Não sendo um tema de outro mundo, não moí os ouvidos mais exigentes, ouve-se. Segue-se o tema "Mini Saia", o instrumental não desilude, um powerpop-new wave recatado sem grande fulgor, o mesmo não se pode dizer da voz do António Ferrão, um timbre deslocado do registo instrumental.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Edith Nylon, a New Wave em marcha.

 
Abrindo o baú da New Wave, decidi pegar numa banda francesa, Edith Nylon, que passou despercebida aqui no burgo, ao contrário de alguns dos seus conterraneos, exemplo, Telephone, Bijou, Dogs.. que tiveram acesso ao mercado nacional.
 Assim sucintamente, os Edith Nylon, foram um dos porta-estandartes da New Wave Francesa, inciaram actividade em 1977 em plena "epidemia" Punk, "epidemia" essa que grassava por toda Europa e pelos States. O mercado musical tenta desesperadamente lançar antídotos para combater o "mal", muitos deles já fora do prazo, doses de Disco-sound, Glam polvilhado de glitter bafiento, Rock em Progresso com guitarras de dois braços....  mas já foi tarde. Uma geração já se encontrava contagiada e os Edith Nylon não escaparam.
A banda era chefiada por uma rapariga,Mylène Khasky, que tomou conta do sintetizador e da voz principal, restante grupo era formado por Christophe Boutin (guitarra), Zaco Khasky (guitarra), Albert Tauby (bateria) e Laurent Perez (baixo).
Com a lição bem estudada, os Edith Nylon, lançam-se à estrada, com concertos arrebatadores, um desses concertos permitiu que uma multinacional do retalho fonográfico,CBS, abri-se as portas à banda.
 Em Jullho de 1979 saí o primeiro vinil longa duração, com o título homónimo, "Edith Nylon".
Um cocktail composto de 10 faixas que emanavam um New Wave de primeira, reforçada por uma camada Punk-rock, fruto das influências iniciais. Esta junção natural, permitiu aos Edith Nylon serem uma banda de referencia, resultado, o album vende cerca de 30.000 cópias. Merecem menção os temas, "Edith Nylon", só digo é um verdadeiro clássico do Punk-rock Francês, "chromosome X"; New wave pautada por um ritmo maquinal, aliás "maquinal" é o melhor adjectivo para classificar o album, temas com  "Ma Jolie Famille" ou "Tank" teem um cadencia quase militarista.


 1980, a banda viaja para Londres, para gravar o segundo registo de longa duração, no estúdio Wessex, por coincidência ou não, a banda encontra os The Clash em estúdio, em alturas de gravação do triplo album "Sandinista", ambas bandas faziam parte do catalogo da CBS. E esse fortuito encontro com os Clash, deu em coloboração, Mick Jones grava voz no tema "Johnny, Johnny" e o Nick Topper Headon dá o seu contributo tocando percursão no tema "Taiwan".
 Concluidas as gravações, os Edith Nylon lançam "Johnny Johnny", um album não tão forte como o seu predecessor, seguindo uma evolução natural para o Post-Punk, afastando-se aos poucos do som mais cru inicial. Temas fortes, "Johnny Johnny", "Les Rebelles", "Cinémascope".
 Após o segundo registo, os Edith Nylon passam pela já conhecida "travessia do deserto", saíem da banda dois elementos.
 No ano de 1982, lançam o seu ultimo suspiro, "Echo, Bravo" pela prestigiante Chiswick Records, um duplo album, que não teve o devido suporte de estrada, isto porque, passada uma semana de o disco sair a banda cessa funções.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Suzanne Fellini, new wave em chamada em espera.


Suzanne Fellini, uma ilustre desconhecida, gravou um elepê em 1980, do lp foi extraído um single orelhudo "Love on the Phone", música confeccionada com todos os ingredientes para ter tocado nas rádios com frequência.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mobiles, a new wave a metro


Mobiles foram mais um produto que saiu da grande fábrica, New Wave. Com os seus sintetizadores saltitantes, os Mobiles conseguem alcançar o seu maior exito, com o single "Drowning in Berlin", mas o interesse reside no lado B, uma música apelativa e de fácil consumo, "Tiptoe in Paradise". Curioso o facto do single ter sido editado em Portugal com uma capa diferente da edição inglesa.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Staff , a new wave em gelo




Os Staff foi uma banda que passou despercebida em quase todo lado, inclusive em Portugal, mesmo com este desinteresse todo gerado em redor dos Staff, a banda conseguiu vir a Lisboa promover o seu LP. A banda era constituida por uma americana e dois noruegueses(ex. membros dos Titanic, banda a fugir para o progressivo) e por um basco, um tal de José.


O som praticado por estes 4 artistas, andava muito pela new wave barata com um ou outro toque de rock, um disco que vale 1€, nada mais.



quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Street Kids - Hospital Report , 1981 , Synth PowerPop



Street Kids - Hospital Report , 1981 , 7" , Vadeca , download



Segundo single dos Street Kids e o ponto alto da sua discografia , tudo por culpa de uma música , "Super wen" , uma música de índole new wave , mas com o power do powerpop e com uns sintetizadores a servir de exemplo à restante comitiva do rock português (tal mal tratados foram os sintetizadores nessa época em Portugal).


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

English Boys , a new wave no seu pior.







English Boys , mais uma obscuridade do universo New wave/PowerPop. Com um album "On the Edge" de 1981 , editado pela RedBus , onde o efeito "new wave-powerpop" nos ouvidos é quase nulo , concluindo , um disco sem importancia no panorama Powerpop.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Joe Jackson , entrevista , 4-5-1980







Entrevista de Joe Jackson , por ocasião da sua primeira visita a Portugal em 1980 , uma entrevista em tom provocante, a lêr. Passados 23 anos Joe Jackson voltou a Portugal e tocou para uma Aula Magna repleta , com um começo contagiante ao som de "one more time" , para depois amainar, com Joe Jackson ir para o piano e a dispensar o resto da banda , mesmo assim não deixou de ter sido um concerto interessante.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Lene Lovich , 2008 , o regresso , a desilusão.



O último dia do Drop Dead Festival prometia , com Lene Lovich a encabeçar o cartaz , e com mais 6 bandas , com lotação quase esgotada.







Mas no que toca a Lene Lovich , o concerto foi paupérrimo , apenas acompanhada pelo seu parceiro Les Chappel (que ora tocava teclados ora tocava guitarra) , foi num registo quase semi-acústico que se desenrolou a actuação de Lene Lovich , o momento alto do concerto deu-se com a música "Angels". Um momento peculiar ocorreu quando Lene Lovich dá por terminado o concerto , dando origem a exaltação de uma "fã"que subiu ao palco (o que veio agitar um pouco o concerto , tal foi a calmaria do concerto) e pediu "pessoalmente" a música "Lucky Number". E Lene Lovich volta para o encore , tocando a musica pedida "Lucky Number".



Para salvar a noite estiver os tugas Les Baton Rouge , com o seu punk , houve agitação na linha da frente com algum Pogo , para ajudar a festa estiveram as malhas de serviço , "Chloe Yurtz" , "Maria Lamas" ...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Lene Lovich , de volta a Portugal , 12 Outubro , Lisboa































Lili-Marlene Premilovich (ou melhor Lene Lovich) está de volta aos palcos portugueses depois de uma passagem por Portugal em 1980 , em duas datas uma em Cascais e outra no Porto , com a primeira parte encarregue aos Aqui d'el Rock . Lene Lovich um dos nomes incontornaveis da new wave, nascida em detroit em 1949 , cedo seguiu o trilho do mundo da música. A sua carreira atinge a maioridade com o hit single "Lucky Number" que alcançou os tops por essa Europa fora , mas outras musicas fazem parte da carreira de Lene Lovich , "Bird Song" , "Angels" , "Home" ...
Lene Lovich teve algum impacto em Portugal , muitos dos seus discos e singles foram editados em Portugal , Lene Lovich fazia parte do contigente da Stiff Records (na altura talvez a editora independente mais importante).
O regresso de Lene Lovich vai ser já este fim de semana , domingo dia 12 Outubro , na sala Tuatara em Lisboa na zona de alvalade , integrada no Drop Dead Festival , vindo substituir a banda Theatre of Hate. Não sendo a primeira vez que toca no DDF , já que em 2006 , dá o seu primeiro concerto depois de um hiato de vários anos.
Para ilustrar o post , várias fotos do concerto de cascais , entrevistas e a review ao concerto.
Um dia antes no sábado tocam os Uk Decay , na sala Tuatara.

http://dropdeadfestival.com/
http://www.myspace.com/50847998 - lene lovich myspace




sábado, 16 de agosto de 2008

domingo, 2 de setembro de 2007

Breaking Glass : Cinema New Wave




Hoje passam 10 anos sobre a morte da Lady Di , e o blog para não passar ao lado dessa efeméride dedica este post ao filme "Breaking Glass"de 1980. Dirão , mas que raio de associação , lady di com o filme Breaking Glass , pois , a ligação não é bem com a lady mas sim com o Dodi Fayed. Dodi Fayed que produziu um dos filmes de maior culto dos anos 80 com fortes ligações ao movimento Punk New Wave. Fortes ligações que se notam logo na Banda Sonora , saltando ao ouvido a excelente voz da Hazel O'connor num album que vai desde a balada mais lamecha "Will You" (mas que não deixa de ser de fino recorte) até a New Wave apunkalhada , "Blackman" , para mim uma das melhores banda sonoras feitas de raiz para um filme e um dos melhores albuns New Wave que se fizeram , qual Lene Lovich qual quê , Hazel O'connor é que é.


Falando do filme , a história centra-se na personagem Kate (interpretada pela Hazel) , que tem como objectivo de vida , seguir uma carreira na música.Por isso arranja um manager , o Danny , personagem essa interpretada por Phil Daniels (já com o quadrophenia no bucho , o homem estava em alta nessa altura para rodar filmes que depois se tornaram filmes de culto nos dias de hoje).
E o filme tem como enredo , todas as etapas musicais de Kate , desde a formação da banda (uma das sequências antológicas do filme , é o casting para formar a banda , onde aparece o Rat Scabies (baterista dos Damned) para ocupar o lugar de baterista , sendo rejeitado).
Continuando a percurso normal de cada banda , o filme retrata os primeiros concertos , outra cena do filme marcante , é um concerto num pub , em que aparecem uns skins dando origem a uma pequena riot. O filme conta ainda com a prestação de outro actor que tinha despontado com o filme Quadrophenia , Mark Wingett.

O filme chegou a passar num canal da tv cabo há uns bons anos , tive a sorte de ter gravado para k7 video , isto porque o DVD é um vê se te avias para arranjar.
Deixo uns quantos videos do filme , o intro , e o smash hit single , Eighth Day (nos bons tempos do canal VH1 , passava regularmente esse clip) , e como adereço ao post fica o cartaz publicitário que apareceu na imprensa portuguesa.







terça-feira, 29 de maio de 2007

ELVIS COSTELLO no Restelo , Dezembro de 1979


Mais um concerto que ocorreu em Portugal de um artista sobejamente conhecido do panorama new wave powerpop-pub rock , Elvis Costello and the Attractions.

Os dois concertos tiveram lugar no Pavilhão de Os Belenenses. Tendo cerca de quatro mil espectadores para as dois noites no pavilhão belenenses.No dia anterior aos concertos de Lisboa , já Elvis Costello tinha actuado no Porto para 6.000 espectadores. O concerto centrou-se no album "Armed Forces" o seu terceiro LP (muito elogiado pela crítica portuguesa).A primeira parte foi confiada aos UHF (banda já calejada em abrir concertos de bandas estrangeiras).

No final do concerto um jornalista da Musica & Som foi agredido pelo manager do Elvis Costello , tudo por causa de uma simples entrevista , que nunca chegou a se fazer.