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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

TV Personalities - irreversivelmente bom.

Sempre que me referia aos TV Personalities, e em especial ao disco "Mummy your not watching me", associava a excelsitude de um disco Pop, daqueles em que a matriz está tão polida que é possível ver o rosto do nosferatu reflectida, banhado num recipiente cheio de ácido. Pode parecer à primeira vista uma associação mais que previsível atendendo ao passado farmacêutico de Dan Treacy, mentor dos TvP's. Mas tudo não passa do uso a avulso de uma analogia, talvez, fruto unicamente da música produzida pelo grupo, pondo de lado o uso e abuso de substâncias ilícitas.



Escutando "Mummy your not watching me" os nervos sensoriais são assomados por sentimentos díspares. Se podemos sentir algum conforto com o sunshine pop dos sixties degenerado num género (ou géneros) que ainda estava para ser inseminado, Twee ou C86 dizem eles. Sentimentos (o que referi anteriormente e os que vou referir mais adiante) esses que vão ganhando expressão em temas como "Where the rainbow ends" ou "Mummy Your Not Watching Me".


 Outros sentimentos, como o estremecimento, são provocados por uma amálgama de quietude orgânica, um híbrido de new age com psicadelismo esfarelado que se sente a cada passagem da agulha pelas estrias de "Mummy Your Not Watching Me".
Sintomas acicatados por composições muzakianas, como "David Hockney's Diaries" ou "Adventure Playground". Duas urdiduras sonoras capazes de instigar motins em espaços fechados. Resultado de uma cadência quase febril onde uma escaleta lança as quotas de destruição para cada amotinado.



Mas não pensemos que tudo é metafísico em "Mummy....". Já que também é nos posto à disposição músicas de corpo inteiro, com refrões orelhudos, "Paint by Numbers" é disso um exemplo. Tema que podemos colocar na prateleira do Powerpop ou mesmo do Mod Revival. Também há temas que alimentam a alma, "'Scream Quietly", consegue na perfeição estofar almas vazias e prepará-las para o difícil dia-a-dia.


O imaginário dos 60's televisivo, que tanto pode ir desde o "Doctor Who" ao "Captain Scarlet" é algo que circula pelo disco à mesma velocidade que circula as substancias ilícitas pelo sangue. Os pozinhos dos sixties surgem sob a forma de jingle de fecho de programa infanto-juvenil em "Lichtenstein Painting", ou "Brian's magic car", música com todos apetrechos para acompanhar um seriado de aventuras e desaventuras urbanas.



A catarse chega sob a forma de um amor perdido, "Where the rainbow ends". Registo que tem todo o direito em figurar numa colectanea romântica low budget, bem enfiada no meio do alinhamento, seria um tema que passaria bem, por engano do assistente de produção claro está, numa edição do "Oceano Pacífico" na RFM.


Já borrei a pintura, mas como falo na terceira enviusada pessoa, foi como tivesse sido outro a proferir tais encómios, volto mais tarde com um texto sobre o barroco pop.



Lisboa, final de tarde, Inverno de 2007, numa breve passagem por uma loja de discos, por entre muito lixo vinílico, deparo-me com "Mummy your not watching me", sim não estava em Excelente estado, muito menos em Muito Bom estado. Pode-se dizer que o disco adquiriu por osmose toda a acidez revigorante da música dos TV Personalities. Riscos que só por si dão valor ao objecto em causa (disco de vinil), num género de "quanto mais me riscas mais eu toco melhor", se fosse um disco dos Squeeze de certeza que a agulha do gira-discos saltaria do "Cool for Cats" para ir logo para "Up to Junction", mas como estamos a falar de Tv Personalities o disco segue o seu caminho impávido e sereno, abençoado disco.
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

El ritmo Moderno , Mod revival em Espanha

Em 1979 a cultura Mod é exportada de Inglaterra para vários países da Europa , a servir de incentivo , esteve o filme "Quadrophenia" , filme que aliciou muita da juventude que já não via no Punk um escape para as suas vidas. Esta introdução bem pode servir para retratar o ressurgimento (ou em alguns casos o inicio) da cultura Mod em alguns países , e Espanha é um dos exemplos.

A movida madrilena tinha quebrado as barreiras do franquismo , e foi determinante no desenvolver do movimento mod espanhol , especialmente em Madrid.




No começo dos anos 80 surgem as primeiras bandas Mod revival , em Madrid , Los Elegantes , Los Flequillos (depois dariam origem aos Los Escandalos) , em Barcelona , os Brighton 64 , os Sprays , os Telegrama e os Kamenbert.










Os Elegantes foram uma das bandas mais importantes da cena mod , tendo editado em 1982 o seu primeiro single , "Me debo marchar" , que cedo tornou-se num hino mod , ao longo dos anos 80 foram editando vários singles e Lp's.
Panico Speed banda conterranea dos Los Elegantes , tiveram a oportunidade de tocar fora de Espanha , em Turim em 1985 num evento Mod. Os Panico Speed tinham influencias rythm blues , de bandas como , Dr Feelgood , Nine Below Zero , deixam para a história um Lp "Manera de ser" , não logrando o sucesso pretendido , a banda deixa de existir.

Em Barcelona uma editora Flor y Nata serviu de base a algumas bandas Mod revival , Brighton 64 editam o seu primeiro EP na Flor y Nata "Barcelona Blues" de 1983 , um ano antes já os Telegrama tinha editado o seu single "Chica del Metro" , single que foi um sucesso , tendo esgotado os 1000 exemplares da edição num ápice. Os Sprays outra banda de Barcelona também editou o seu único single pela Flor y Nata , "Te vere la diez" , um dos melhores singles de mod revival editados em Espanha.









Mas das bandas mod de Barcelona há que destacar sem dúvida os Brighton 64 , banda formada pelos irmãos Ricky Gil e Albert Gil , foram uma das bandas com maior impacto no movimento Mod e não só , também na cultura pop espanhola. Com alguns singles , Maxis e Lp's os Brighton 64 são hoje em dia uma referencia.


Enquanto isso , em madrid os Mods começam a eleger os seus lugares de eleição para conviver e ouvir música , um dos locais preferidos dos mods , era a sala Rock-ola , que foi palco da maioria das festas mods da altura e de concertos memoráveis de bandas estrangeiras.





Um dos concertos mais marcantes foi o concerto dos Secret Affair em 1982.
Os The Lambrettas também chegaram a tocar em Espanha em 1981 em Madrid , um concerto que defraudou as expectativas , tendo sido um autentico fiasco a julgar pelas criticas ao concerto.
Mas o concerto que mobilizou mais Mods em Madrid foi o concerto da banda inglesa The Truth (ex Nine Below Zero) no ano de 1985.

A juventude da época um pouco à imagem do filme "Quadrophenia" , e não só , à imagem dos antepassados dos anos 60's , foi alimentando a "velha" rivalidade , de Mods vs Rockers. Rivalidade essa bastante intensa em Madrid , sendo comum noites de violência à porta dos bares , com a necessidade de se impor perante a ameaça "Rockers" os mods , bem a imagem dos seus congéneres ingleses (ex. Glory Boys) , começam a formar os seus gangs.






A rivalidade atinge o seu pior momento em 1985 , à porta da sala de concertos , Rock-ola , uma refrega entre Mods e Rockers , salda-se com a morte de um rocker. Os media dão algum destaque ao acontecimento com muita desinformação sobre o que eram os Mods , a sala Rock-ola acaba por fechar , tendo sido este episódio um ponto de viragem do movimento Mod , muito dos mods mais violentos abandonam o movimento , e os mods que se mantém vêem a necessidade de purificar o movimento , voltando às raízes dos 60's , com as festas mais voltadas ao northern soul e ska , também surgem os primerios scooters clubs . Em Espanha nos dias de hoje a cultura Mod está de boa saúde e recomenda-se , com vários festivais (ex. Purple Weeekend) , vários clubs mods , várias bandas (ex. Chicos del Sabado).

sábado, 21 de janeiro de 2012

Reputations - I Believe You 1980

Discos de vinil são assunto recorrente aqui no blog, e para começar o ano com a rotação certa, hoje dedico o post a uma banda um pouco negligenciada pela maioria dos blogs da especialidade. Refiro-me aos The Reputations, banda da zona de Essex (Inglaterra), começaram por se chamar Young Ones, editando um só single "Rock'n Roll Radio" em 1978. Depois do single editado passam-se a chamar Reputations, chegam a acordo com a Blueprint(subsidiaria da Pye Records) e editam um duplo single, algo raro para à época. Os dois singles comportam 4 musicas, 3 originais da banda e uma versão de um tema dos Kinks " All Day And All Of The Night". Dos 3 originais o grande destaque vai para as musicas "I Believe You" e "Breaking communication", 2 peças magistrais de puro powerpop, que por mera casualidade, encontram-se na mesma rodela de 7 polegadas.
Por estranho que pareça o duplo single foi editado em Portugal, e pelo que consta é a unica edição estrangeira.

"I Believe You"






domingo, 4 de abril de 2010

Sta-Prest - "Schooldays" ,1980, mod revival primaveril


Depois dos últimos posts terem sido dedicados ao punk e ao powerpop, hoje é a vez de dedicar ao mod-revival. Nada melhor com um dos melhores singles editados no período do revivalismo mod, "Schooldays" single com a assinatura dos Sta-Prest.

Foi o único registo que os Sta-Prest deixaram à humanidade, a música que dá título ao single, é um hino que apela às reminiscências escolares de cada um, uma música viciante com lugar cimeiro na tabela das melhores composições do Mod-Revival (diria que está no Top 10).

E o engraçado é que alguma da juventude portuguesa do inicio dos 80's teve o previlégio de poder ouvir o single dos Sta-Prest, isto porque, o single foi editado em Portugal pela mão da editora Rossil.

Os Sta-Prest regressaram à actividade há dois anos, participaram no Mods Mayday e em mais alguns concertos em 2009. Está nos planos da banda a edição de um CD com material antigo.

Sta-Prest - Schooldays




terça-feira, 22 de setembro de 2009

Purple Hearts , Novo CD "Mod Singles Collection"


Acaba de ser posto no mercado , uma nova edição dos Purple Hearts , "Mod Singles Collection" , tal qual como é de suspeitar o CD traz todos os singles editados pelos Purple Hearts , (lados A's e respectivos lados B's). Para além dos singles há 3 temas extras e 4 das musicas apresentadas neste cd nunca tinham sido editadas em cd anteriormente. Um cd aconselhável a quem queira conhecer uma das bandas mais proeminentes do Mod Revival Inglês , para quem já tem o "Beat That" ou o "Smashing Time" (já esgotado , cd editado em 2003 pela Detour) este cd não acrescenta nada , a não ser mais um peça de colecção.

http://www.myspace.com/thepurpleheartsofficial

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Long Tall Shorty


Começaram por ser uma banda Punk tal qual como muitas outras bandas em 1978. Tinham o nome The Indicators. Nesse mesmo ano entram em tournée com Angelic Upstarts , tournée essa organizada por Jimmy Pursey (Sham 69). Jimmy Pursey fica impressionado com o som da banda e convida a banda para gravar nos estúdios da Polydor. Por sugestão do próprio Jimmy Pursey a banda muda o nome para Long Tall Shorty , título de uma música dos Kinks. Por esta altura os Long Tall Shorty assumem-se como uma banda Mod , seria umas das primeiras bandas Mod da geração de 1979.




Grava o primeiro single em 1979 , “By your Love” , música com certa inspiração soul , o lado B seria preenchido com a música “1970’s boy”. A Warner Bros , editora do grupo , decide sem mais nem menos retirar o single de mercado , descartada a possibilidade de edição de um segundo single , os LTS seguem o seu rumo sem editora.

Em 1980 dão-se as primeiras alterações no line-up da banda , foi um ano um pouco conturbado para a banda , uma tournée falhada com os The Chords , e o possível contrato com a editora multinacional CBS não chega a ser assinado.




Mas em 1981 gravam o segundo single “Win or Lose” sob a batuta de Charlie Harper (UK Subs) , “Win or Lose” é uma música estonteante , onde o ritmo mod e a rapidez do punk conseguem aliar-se de uma forma simbiótica. Por esta altura os Long Tall Shorty eram presença assídua no palco do Marquee Club , em 1981 participam no celebre festival de “Reading Festival”.
O último concerto dos LTS da primeira fase seria no lendário 100 club em 1982.

Nos finais dos anos 90 , é editada uma compilação dos melhores temas dos Long Tall Shorty , “1970’s Boy” , pela muito afamada editora Punk , Captain Oi .
A banda reúne-se outra vez no ano de 2000 , tendo em 2002 sido editado uma antologia que reunia todas as músicas gravadas pelos LTS , “Completely Perfect” pela editora de referencia Mod , Detour Records.








Em 2002 voltam a gravar originais , materializado no EP “A Bird in the Hand” , para a prestigiada editora Acid Jazz , disco elogiado pela crítica. O álbum de originais Women and Trouble” , com som vincadamente Mod Rythm and Blues , é editado em 2005. A banda continua activa nos dias de hoje , dando concertos em Inglaterra e em alguns países da Europa , tendo gravado uma demo em 2007.

Formação Actual : Tony Perfect – Voz e Guitarra ; John Woodward – baixo ; Len Fleckley – Bateria ; Gary “the Mod” Wood - guitarra

Discografia:


Single 7” – “By your Love” , 1979 , Warner Bros
Single 7” – “ If I was you” , 1980 , Dr Creation
Single 7” – “win or Lose” , 1981 , Ramkup Records
LP - THE Beat Generation & the Angry Young Men 1984
EP – “On streets Again” , 1984 , Diamond Records
EP – “ What’s Going On” , 1985 , Diamond Records
LP – “Rockin at Roxy” , 1988
CD – “1970’s Boy” , Captain Oi
CD - “Completely Perfect” , 2002 , Detour Records
CD-EP - “A Bird in the Hand” , 2002, Acid Jazz
CD - “Women and Trouble” , 2005 , Biff Bang Pow


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mods Mayday 2009 , a review




Mods Mayday realizou-se no inicio do mês de Maio , o maior evento relacionado com o Mod revival nos últimos anos , passados 30 anos do primeiro Mods Mayday em 1979.

Grandes bandas do Mod revival componham o cartaz do Mods Mayday , foram as seguintes bandas a pisar o palco , Squire , Small World , Sta-Prest , Teenbeats , The Risk , Long Tall Shorty , RT3 ....

Fica a review escrita por Darren Hawthorn , um grande apreciador e entendido da música mod , um exclusivo do Blog , agradeço ao Darren o texto que escreveu :



Darren and Gary Sparks from RT3 , Purple Hearts



"2009 saw the 30th anniversary of the mod revival of 1979 and many with an interest in the music of the revival period felt that it was an occasion that couldn’t be let pass without an event to mark it. Thankfully a committee comprised of forum members from the mod revival and mods reunited websites got together to mark the occasion. The mayday weekend, being the 30th anniversary of the recording of the mods mayday ’79 live L.P was the obvious choice as the date of the event.
I followed the ever evolving line up in the months preceding the event and was impressed by both the amount of bands that would be squeezed into the weekend and also by their diversity, spanning the period from 1979 right up to the present day

So, on Friday May 1st after the short journey from Dublin, I found myself in the Sound Bar in Birmingham city for the kick off of the weekend events. As is not unusual at these events the first night was a much quieter affair than the following two days would prove to be. But for those of us that did attend we were treated to two excellent bands and a great mix of sounds from the DJs. First band on the bill were a band called Nite Politics. Certainly the youngest band of the weekend, I’m sure they are all probably still in school, but their probable inexperience and slight nerves were more than compensated by their ability, playing a mixture of powerpop/punk tinged originals and covers.


The Itch



Next up were one of bands I was looking forward to seeing, The Ace. I think this was their first gig with a new line up and they really put on an excellent show, it’s a shame more people weren’t there to experience it. I was so impressed that I even bought a CD, which has been in constant play in my car since I got home.
The remainder of the night for me was spent drinking pints of ale and chatting to people while the DJs earned their keep. I left for my hotel at about 2.30am with the party still going on but Saturday was going to be a long day and I needed my rest!

After waking remarkably unhungover on Saturday morning and getting a breakfast and doing a little shopping in the city centre it was soon time to head back to the Sound Bar.
I arrived to the welcome signs of “Sold Out – Tickets Only” plastered outside the venue, it was going to be a squeeze in there today.



The Upper Fifth



The party kicked off in the early afternoon with The Upper Fifth and they proved to be one of the highlights of the weekend for me. I have heard some of their recordings and honestly haven’t been too excited by them but live they are a different beast. Mark McGouden, former front man with 80s modsters Makin’ Time has lost none of his stage presence and the heavy Hammond beat, interspersed with banter with the audience went down well with everyone.



Next up were the 9 piece DC Fontana, I’m not sure how they all managed to fit on such a small stage but they did and their brass infused soul pop was infectious. This band is constantly gigging and that showed in how tight they were on stage.



Even with Rinaldi Sings and Mike Walker (The Circles) pulling out of the event, time was still tight with bands and sets were necessarily short, so we weren’t long in waiting for Yeh Yeh to come on next. This was reportedly going to be their last gig, so I was disappointed that they didn’t play their 80s mod classic “You Will Pay”, particularly as this is the song most people are familiar with. That aside, they played an appreciated set of mostly original tunes with a couple of covers thrown in the mix.

Due to the necessity of taking a couple of hours break from ale drinking and getting some much needed soakage, I went back to my hotel for a change of clothes and some food. By the time I got back to the Sound Bar I had missed the set by Shaugnessy and most of the set by The Visitors (which featured event organiser John Lister). However the big guns were still to come.
By the time The Teenbeats hit the stage the venue was jammed and getting a pint at the bar was proving a monumental task (never the easiest job with English bar staff at the best of times).



Teenbeats




While I like both Teenbeats 7”s, I was unsure of what the band would be like live, I need not have worried. Huggy proved to be a natural showman and backed by a tight band, they really had the crowd hopping. The glaring omission from the set was “Strength of the Nation”; apparently they won’t play this now due to the songs lyrics – which seems odd considering the name of the band! Once again, the band finished much too soon.




I had heard mixed reviews about a Long Tall Shorty gig at a scooter rally in Ireland a few weeks prior to the mods mayday event. It seems they had played a lot of cover versions but that is likely because they were playing to a scooterist crowd who are generally known for their love of cover bands! They were also without guitar supremo Gary Woods at that event. At mods mayday they played a blinder, all the LTS classics were played to an ecstatic crowd but again the whole set seemed to flash by.

The Squire



Headliners of the night were Squire; I had seen these only once previously and was really looking forward to a second helping. It was announced prior to the event that Squire would be playing their set list, in the same order from the Mods Mayday ’79 event. I’m not sure if that came to pass (the beer must’ve been taking effect at this stage) but I do remember signing along to “My Mind Goes Round in Circles” and the smiles on everyones faces. A great end to a great day of live music.



Several more pints followed while the DJs took over for the night (as they had been doing between bands throughout the day) and I chatted to people outside the venue. I have only the vaguest recollection of going back to the hotel but I do remember another of the Irish lads waiting in reception for a fast food delivery and asking the guy at reception if the bar was open (it wasn’t).

Sunday morning quickly appeared and after breakfast a couple of pints ensured that any hangover would have to wait to make an appearance.
It was then straight down to the Sound Bar where I found that I’d missed the first band of the day The Coopers.


Modus



Modus were the first band I got to see on Sunday, they’re a band that have been getting a good deal of press coverage in the UK and seem to be making waves. The coverage though may have as much to do with the singer as with the music though! Music wise, they have a very strong Hammond beat sound and an excellent array of original songs. I think it was a pity that they played so early but they have driven down from Scotland especially for the gig and had the same long drive home, so the early slot was a necessity. Through catching up with friends and chatting to people outside, I pretty much missed the sets of the following two bands The Laynes (also from Scotland) and The Q. The few songs I did hear from The Q had an authentic ’79 sound. I’d also recommend their recent 10” release on Time For Action records.



The Petty Hoodlums were up next and certainly win the award for best dressed band of the weekend. As a rule I have very little time for cover bands but along with The Madd from Holland, I’d make an exception for these guys. The songs covered are the more obscure beat, psych and garage numbers and the guys play them so well I wasn’t surprised that many people seeing them didn’t realise that they were covers. Thankfully these certainly aren’t your common or garden “mod” cover bands playing My Generation and Going Underground!



There was no break between bands on Sunday, so if you wanted to eat and change you had to choose which band you were going to miss. I’d seen members of Sta-Prest and their entourage (wearing sleeveless t-shirts announcing that they love Big Dick etc) around during the day and they honestly looked like they needed a good wash, so it was a safe bet that they were the band I would miss. As it turned out, when I returned to the Sound Bar after my feed, I heard that they had been really good – live and learn!



I was also disappointed to have missed The Bresslaws, bedecked in 1960s Star Trek uniforms, as per The Prisoners footage on The Tube tv show in the 80s.
The first band of the evening for me was Fay Hallam and Trinity. These were one the bands I was most looking forward to see of the weekend. I had seen them once previously at a mod weekender in Berlin – but too much German beer ensured that I have practically no memory of it! A set of Trinity originals and a Makin’ Time song or two really went down well with the audience, which was down slightly in numbers from the previous night. Fay Hallams vocals and organ playing are as strong as ever and a very tight rhythm section (who also back Secret Affair) along with a second keyboardist in her son, give them a unique live sound.


The first disaster of the weekend occurred on my next trip to the bar, whereupon I was informed that they’d run out of ale on draught, cans of ale were offered and purchased but I was not a happy camper.




I was pretty certain that I wasn’t going to like Connett who were up next. I was right. The sound is somewhere between solo Weller and very ordinary Brit pop – and it does nothing for me. However, there were many people at the gig who disagreed with me and Connett got an excellent reception from the audience. I was outside drinking beer. Perhaps that was because I knew that I wasn’t going to waste a second waiting at the bar while the next band was on.



Small World have always been one of my favourite bands but I have never had the chance to see them live and had pretty much given up hope. I have attended events where they were due to play but pulled out or have planned to attend events with them on the bill which simply failed to happen.

They had even been dropped from the bill at this event as the organisers couldn’t get in touch with them. Thankfully that was sorted and I’d finally get to see them live. They did not disappoint. In a short set they managed to squeeze in their singles and all the highlights of the Slight Detour double album. The sound was perfect and the performance impeccable. If I had hated every other band on the bill over the weekend it would still have been worthwhile going for Small World.

The Risk

I wouldn’t envy any band having to follow Small World but that task fell to The Risk, again a band who I’ve been listening to for a long time but had never seen live. Playing with a two piece brass section really added to the sound and songs such as my favourite of the set “Jobs for the Boys” really got the crowd going.

RT3 featuring Brian Kotz



The final band of the weekend were up next, RT3 featuring Gary Sparks and Simon Stebbing from The Purple Hearts. As The Purple Hearts have recently reformed and rumours of special guests were doing the rounds, the crowd hoped that the other members would turn up for a few songs, alas that was not to be. RT3 however pulled out all the stops to give the weekend a real party ending. Special guests were pulled from the crowd in the guise of Brian Kotz from Back to Zero who played their classic “Your Side of Heaven” and Mark Le Gallez from The Risk also went back on stage to perform a couple of covers. RT3 themselves performed all the Purple Hearts classics along with RT3 original tunes to a grateful audience.

The second disaster of the weekend occurred at the bar after the bands had finished when I was informed that they had run out of cans of ale, so reluctantly I went onto rum (I say reluctantly as English spirit measures are very miserly). The DJs took over for the remainder of the night and the crowd dwindled over time. When the bar ran out of rum I knew it was time to go to bed.

The weekend was an overwhelming success, grateful thanks has to go to the organising committee, all the bands and all the DJs. The atmosphere in the Sound Bar on each of the three nights was fantastic.
A ridiculous amount of work must’ve been put into this event and it should also be noted that all the proceeds went to charity. It has certainly been the highlight of 2009 thus far for me and any future events this year will have a tough job replacing it.


texto e fotos são da autoria de Darren Hawthorn

terça-feira, 10 de março de 2009

Discobertas , "Southend Rock" , colectânea Pub-rock Punk Mod



Hoje dá-se o descerramento da Lapide de uma nova secção do blog , "Discobertas" , tal como o nome indica , é uma secção destina a relatar as últimas descobertas do universo dos discos de vinil. Estas descobertas resumem-se só às edições comercializadas mercado nacional nas últimas décadas. E para inauguração nada melhor que uma colectânea do ano de 1979.

Disco de 33 rotações , "Southend Rock" , era uma amostra do que se fazia em Southend , uma cidade costeira de Inglaterra.

Era uma cidade com boa agitação rockeira , que ia desde o pub-rock mais purista , até ao mod revival , passando pelo punk.


Esta colectânea dá um lamiré do que se passava em Southend , a primeira banda a abrir o cardápio , são os Dean0's Marvel , como uma excelente cover , da mui celebre musica "Tears of a clow" , num registo mais acelerado do que uns Merton Parkas (estes mesmo também fizeram uma cover da mesma música). A seguir vem os The Jukes , uma banda garage punk.

No disco também aparecem uns tais The Vicars (mais tarde dariam origem aos Innocent Vicars , banda bastante procurada pelos coleccionadores de discos punk) , com um tema de puro punk rock. De seguida há lugar a um pré-mod revival com os Idiot (mais tarde dariam origem a uma banda de mod revival os Speedball , autores de um excelente single "No Survivors").

E a cereja em cima do bolo são os The Aliens , punk rock do melhor , merecia sem dúvida figurar em algum Killed by Death ou num England Belongs to me.


No lado B do LP , vem a desilusão , todas as musicas não destoam do estilo pub rock blues , sem nenhum momento de evidente exaltação , com bandas como os , Kursaal Flyers (mais tarde Records) , Mickey Jupp (nome da Stiff Records) , Hogshead.


Em jeito de curiosidade , os Sta-Prest (banda mod revival que teve um single editado em Portugal) também eram da zona de Southend.


Para saber mais sobre as bandas de Southend , a que consultar o excelente site : http://www.southendpunk.com/html/soutpunk.htm

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mods Mayday 2009 , festival Mod Revival 1-3 Maio , Birmingham




O ano de 2009 tem anunciado talvez o maior evento Mod revival dos últimos tempos , o regresso do "Mods Mayday" , comemoração dos 30 anos do Mods Mayday.


No cartaz figuram bandas da primeira linha do Mod revival , Small World , Squire , Killermeters , Sta-prest (o regresso já anunciado) , Long Tall Shorty , The Risk , The Threads ....


Vão ser 3 dias de consagração do espirito mod (dos 80's , está claro) , o festival vai decorrer em Birmingham , e os preços dos bilhetes são em conta £20 para os 3 dias do festival.


Para mais informações , http://www.myspace.com/modsmayday2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sprays - Te vere a las diez , 1982 , mod powerpop


Sprays , banda powerpop-mod , oriunda de Barcelona , formada em 1978 editou um único single em 1982 "te vere a las diez" , com duas músicas de grande recorte técnico , fazem deste single um dos melhores 45 rotações editados em solo espanhol.

A música "Estás cansado?" (lado b do single) fez parte da colectânea "Powerpearls" , mais propriamente no volume #9.


Download

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Concepción Glory Boys - Punk Mod de Madrid


Está disponível para download o primeiro album da banda madrilena , Concepción Glory Boys , sonoridade que vai do Mod revival , punk , passando pelo Oi!.




sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Anúncios para o mundo jovem





Três anúncios de época , um anuncia os Aqui d'el Rock como "o maior impacto no Mundo Jovem" servindo de destaque ao lançamento do segundo single "Eu não sei".
Outro recorte de jornal revela que o filme "Quadrophenia" estava a ser um êxito fabuloso em 1980 , e com o título pomposo de "O filme que define uma época" , em rodapé fica-se a saber que houve um concurso alusivo ao filme , o primeiro prémio seria uma Vespa Mod 50s e os segundos prémios seriam 20 cópias da banda sonora "Quadrophenia" dos The Who. Será que depois do êxito fabuloso do filme em Lisboa começaram a surgiram Mods pela capital ???? mais uma história por contar , quem sabe.
E por fim um aviso à navegação "new wave e pub rock" , de mais um lançamento da Stiff Records em Portugal , Graham Parker.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

The Times , This is London , O Modernismo nos anos 80


“Our Motivation was to produce the perfect pop album” Edward Ball , 1996.
Esta frase lança o desafio para uma audição ao disco “This is London” , editado em 1983 , segundo disco dos The Times. Um álbum mais consistente do que o seu anterior “Pop goes art!” , onde sobressai uma melhor produção , onde as influências de Kinks , Small Faces ou dos Creation continuam a ser o cordão umbilical , o que não impede que este disco tenha uma identidade própria.
Identidade própria essa acentuada na escrita de Ed Ball , um imaginário todo ele voltado para o estilo de vida dos anos 60 , Carnaby Street fonte de inspiração.


A nível musical o disco conjuga a influência dos anos 60 , desde o beat , exemplo a música “Stranger than fiction” , o Freakbeat sem cerimónias em “Whatever happened to thamesbeat?” , a new wave ritmada em “This green and Pleasant”, culminando o disco na excepcional música pop hooligan “(There’s A) Cloud Over Liverpool” , um autentico hino para se cantar em unissono numa reunião de familia , no Pub ou num antigo peão de um estádio qualquer da segunda ou terçeira divisão .


Destaca-se no álbum o excelente prestação do teclista Ray kent que imprime ao disco um revivalismo único , provocando no ouvinte uma viagem no tempo , directamente para os sixties.
Um álbum capaz de emular com todo aquilo que os The Jam fizeram de bom , um disco a descobrir sem falta.


e melhor que ler este texto é ouvir o disco em questão , é só seguir as coordenadas neste link : http://best-keptsecrets.blogspot.com/2008/06/times-this-is-london-1983.html

domingo, 25 de maio de 2008

Glory Boys , rebeldia com estilo



Glory Boys , um grupo de jovens oriundos de East End , Londres , adeptos do West Ham , começam a dar sinais de vida por volta de 1977 dentro e fora dos estádios. Como muitas tribos urbanas , os Glory Boys faziam-se notar pela sua imagem , imagem essa vincadamente Mod (estilo hard mod) , para além da imagem , a música ( em doses maciças de northern soul) era um elo importante para a coesão do grupo , outra influência do movimento Mod original nos Glory Boys.


Tinham como ritual tatuar na parte inferior do lábio , as palavras Glory Boys ou o simbolo de uma fechadura (mais tarde simbolo adoptado pela banda Mod Secret Affair).


Com o filme Quadrophenia de 1979 dá-se uma pequena mudança no grupo , e começam a acompanhar a banda Secret Affair (a banda da primeira geração revival , mais próxima às raizes Mod). Não era de estranhar a empatia entre os Glory Boys e a banda Secret Affair , visto , a banda ser da mesma zona dos Glory Boys. Para cimentar a relação , os Secret Affair dedicam uma música ao grupo , "Glory Boys" e o título do primeiro album dos Secret Affair seria nada mais nada menos , que "Glory Boys".


Os Glory Boys começam a seguir a banda por toda Inglaterra , provocando o caos em muitos concertos , marcante foi a tournee "March of Mods" (que incluia para além dos Secret Affair , os Back to Zero , Purple Hearts).


No seio do gang Glory Boys , formou-se uma banda , os Untamed Youth , tendo gravado um single em 1979 , com um som Mod agressivo , os Untamed Youth eram a resposta do mundo undeground às bandas da primeira linha do mod revival.


Com o esmorecer do movimento mod , os Glory Boys foram-se ressentido e o grupo desmembra-se.

Curiosidade um dos lideres dos Glory Boys , Jami O'Keefe (também vocalista da banda Untamed Youth) , tornou-se perito em artes marciais e defesa pessoal , tendo escrito vários livros sobre essa matéria.

Untamed Youth - Untamed Youth mp3



Secret Affair - Glory Boys


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Modulares : Mod made in São Paulo



Directamente de São Paulo , entrevista aos representantes da cena Mod Paulista , os Modulares , na pessoa de Jun (Guitarrista e vocalista). Entrevista em exclusivo para o blog "Hoje há Punk-Rock no Liceu" e para a zine "Modernista" , desde já agradeço a disponibilidade dos Modulares e em especial do Jun em responder as questões , espero que seja um principio para um maior intercambio de ideias entre os Mods tugas e os Mods do Brasil. Para mais informações e para ouvir o som dos Modulares nada melhor que dar um salto ao myspace do grupo : http://www.myspace.com/modulares , http://www.purevolume.com/modulares



1- Podes contar um pouco da história dos Modulares ?



Jun - Bem, .a história do Modulares se inicia a partir de uma pausa do grupo Laboratório-SP, onde eu, o Fábio e o Almir tocamos por um periodo de 5 anos. Como tínhamos algumas canções prontas, resolvemos então formar um novo grupo, com uma abrangência musical um pouco diferente do Laboratório-SP, que era mais influenciado pelo Soul, R&B e pelos grupos de garagem dos anos sessenta.Portanto, a nossa história está começando a ser contada a partir de agora...temos bastante a fazer daqui para frente!




2 – As vossas maiores influencias são bandas Mod Revival , The Chords , The Jam , achas que o som Mod Revival continua actual nos dias de hoje ?



Jun- Acredito que sempre continuará atual, prova disso são os muitos grupos que vemos com tais influências musicais e visuais nos dias de hoje, aqui no Brasil, no Japão, Grã-Bretanha...O som desses grupos são atemporal, principalmente o The Jam, que continua sempre sendo revisitado a todo momento...




3- Qual tem sido a reacção das pessoas à vossa música ? descreve o vosso público , é todo ele mod , ou aparecem Punks , Skins nos vossos concertos ?



Jun - Como disse antes, ainda estamos no começo, mas posso garantir que a recepção tem sido bastante positiva. Os nossos primeiros shows foram bem comentados e estamos bem satisfeitos com o rumo que as coisas estão indo...Falar do público que nos acompanha por aqui é algo meio complexo. No Brasil, em São Paulo em especial, não existe muito essa segmentação de público. Nos lugares que tocamos aparece de tudo, desde punks até playboys, pseudo skins... mas também aparece os nossos amigos, que gostam e se identificam com o nosso som...




4– No Brasil chegou a surgir uma movimento mod nos anos 80 , com os Ira! , que podes contar sobre esses tempos?



Jun- Quando o Ira! surgiu com o primeiro album, "Mudança de Comportamento", eu era bastante jovem e não pude acompanhar muito de perto. Mas, sempre gostei desse album, desde criança. Eu já percebia que as músicas eram bem diferentes das que tocavam nos rádios até então. É claro que eu não entendia muito bem o significado das letras, o que representavam, mas com o tempo digamos que fui "vivendo e aprendendo"...Porém, até onde sei, nunca chegou a existir um "movimento Mod" exatamente. O que houve é que o grupo se tornou bastante popular e chamou a atenção da mídia para essa questão do Mod, talvez por que eles tinham uma música chamada "ninguém entende um Mod", e também pela postura contestadora dos seus integrantes...





5– Até que ponto achas que os Ira! do inicio da sua carreira foram importantes para a cena Mod actual brasileira ? Achas que a música “Pobre Paulista” é um hino Mod ?



Jun - Como disse anteriormente, é complicado falar se "cena Mod" brasileira, mas é claro que aqueles dois primeiros albuns do grupos são clássicos do gênero por aqui, e sempre exercerão grande influencia sobre todo grupo novo que apareça com essa temática modernista.........se a música "Pobre Paulista" é um hino Mod? Depende muito do conceito de cada um. Aqui no Brasil muitos a consideram como tal... mas para mim, por exemplo, um grande hino do gênero é a música "Pegue Seu Parka", do grupo paulistano The Charts.











6- São Paulo é o berço de muitas bandas brasileiras importantes , onde fervilham várias tribos urbanas , São Paulo é uma forte influencia para a banda ?




Jun - Totalmente, principalmente o lugar de onde viemos, a Zona Leste da Cidade.... São Paulo é uma das 5 maiores metrópoles do mundo, com trânsito caótico, pessoas apressadas, ar poluido, a vida noturna e cultural bastante agitada, o centro velho, enfim, se não fosse nascido e crescido aqui, jamais escreveria o que escrevo...nem o Modulares seria o que é.




7 – E nos dias de hoje como é que descreves a cena Mod no Brasil ? Existem mais bandas Mod ? Há clubs Mod no Brasil ?



Jun - Olha, para ser bem sincero, está longe de existir "cena Mod" no Brasil, como comentei antes.O que acontece por aqui é que, de tempos em tempos, áparece algum grupo com fortes referências sonoras e/ou visuais desse segmento Modernista.Posso citar alguns exmplos: no inicio dos anos 80 apareceu o Ira!, que foi o primeiro grupo a chamar a atenção para essa temática. Lá pela metade dos 80's surge o Faces e Fases. Esse grupo dura por um/dois anos e depois dá origem ao The Charts, que vai até meados de 99. Daí, no inicio de 2000, aparece o Laboratório-SP em São Paulo, e o Tarja Preta em Curitiba/PR. Lá por 2005/06 aparece o Efedrinas também de São Paulo... e agora o Modulares, para continuar incomodando.....Portanto, é sempre muito dificil dizer precisamente se tem ou não cena Mod no Brasil... Quanto aos clubes Mods, até o ano passado, existia a Start!, que era uma festa organizada por amigos que gostavam dessa coisa modernista, mas parece que não existe mais.O pessoal acaba se reunindo nos bares ou nos shows de grupos que tem uma certa relação com o Mod...








8 –Quais são os vossos projectos para um futuro próximo , discos , tournée ?



Jun- Os projetos são: continuar compondo e fazendo shows o máximo possivel. É claro que pensamos em lançar um album oficial, mas isso será mais para frente. Agora pensamos em fazer chegar nosso som ao máximo de pessoas...




9-Através do myspace tem tido algum feedback por parte das bandas históricas do Mod Revival Inglês ?



Jun - O myspace é uma ótima forma de se chegar ao mundo todo via Internet. Estamos apenas a dois meses lá e já temos respostas bem rápidas. Veja, se não fosse pelo myspace, nem estaríamos conversando sobre Modernismo nesse momento. Quanto aos grupos mod revival, foi melhor ainda.O pessoal do The Chords adorou saber que existe grupos que os admiram aqui no Brasil, o The Carpettes também ficaram bem curiosos sobre isso...tem um pessoal da Suécia (The Men), o The Ace, da Inglaterra...enfim, estamos encurtando os laços e trocando informações...tudo via myspace....Existe também um selo da Alemanha, que nos conheceu através do myspace, interessado em lançar duas músicas do Modulares em uma coletânea..estamos conversando...



10 – Para além do Mod Revival que outro tipo de som vocês ouvem ?



Jun- Basicamente, ouvimos as mesmas coisas...por exemplo: o pós-punk inglês (XTC, Gang of Four...), os grupos de garagens obscuros dos anos 60 (Garage Punk Unknows, Pebbles, Nuggets...). Também ouvimos Ska/Rocksteady, Soul music...



11-Se puderes enunciar 5 músicas que para ti tenham sido marcantes ?



Jun- Essa é a pegunta mais dificil (risos), mas agora as que me vem a mente são essas:1- All or Nothing - The Small Faces2- Making Time - The Creation3- I Take What I Want - Sam & Dave / The Artwoods4- Going Undergound - The Jam5- Running On The Spot -The Jam




12 – Queres deixar algum comentário final …



Jun - Gostaria de agradecer a todos ai de Portugal, ao Fanzine Modernista, André, enfim, todos...Continuem Mantendo a Fé...Um abraço do Modulares a todos ai de Portugal!!!!!Esperamos um dia passar por ai.Keep The Mod Burning!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

JAM , a entrevista , M&S Junho 1980

Entrevista aos The Jam , publicada em 1980 na revista Musica Som.A entrevista feita pouco tempo após a edição do album "Setting Sons" , embora a entrevista esteja mais focalizada em Paul Weller.









quinta-feira, 16 de agosto de 2007

The Pleasers : Tamisa Beat


Um achado arqueológico , uma noticia da imprensa nacional sobre um das primeiras bandas Mod Revival , os Pleasers. Banda que em vida viu editados uma série de singles , inclusive , um dos seus singles teve edição Portuguesa , "Lies" de 1977. Banda que chegou a ser uma promessa , mas como muitas nunca deu o salto , em 1996 é editado um cd com todo o material conhecido dos Pleasers , "Thamesbeat".

PS: Para ler a noticia em ampliado , basta clicar sobre a mesma.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Seventeen : a pensar no fim de semana



Seventeen um dos nomes do revivalismo Mod de 79 , o nome "Seventeen" retirado da música como mesmo título dos Sex Pistols. Banda formada em 1978 no País de Gales por Mike Peters e pelo Eddie Macdonald . Conseguem arranjar contrato com a pequena editora Vendetta Records , que edita em 1979 o tão badalado single "Don't Let go" / "Bank Holiday Weeekend" , vendendo cerca 1500 cópias. O single chega a chamar a atenção do dj John Peel , não sendo o suficiente para a atingir o sucesso pretendido.
Os Seventeen decidem findar actividade e do nucleo duro nasce os The Alarm , banda que alcançou sucesso nos anos 80 , basta lembrar o single "68 Guns" , de referir que os Alarm no inicio da sua carreira colaram-se muito ao som dos Clash , chegando a ser alvo de críticas por parte de Joe Strummer.
Em 2002 são recuperadas as gravações dos Seventeen de 1979 , nunca antes conhecidas e nem divulgadas , nessas gravações , surgem duas covers , uma dos Beatles "Please Please Me" e outro dos The Troogs "I can't control Myself". Essas gravações deram origem a um album editado em 2002 de título "A Flashing blur of Stripped Down Excitement".

O album encontra-se disponivel para download no seguinte site :

http://ustedville.blogspot.com/2007/05/seventeen-flashing-blur-of-stripped.html